Opinião

Marisa Matias

Uma das supostas grandes "novidades" do Tratado de Lisboa é introdução da participação directa dos cidadãos europeus através da inclusão da "iniciativa política dos cidadãos".

Paula Nogueira

Pressionada pela sucessão de casos de agressão a docentes e instada a defender os professores, fragilizados perante o eclodir de cada vez mais casos de violência nas escolas, a FENPROF não resistiu à deriva securitária que se instalou na opinião pública portuguesa.

"No longo prazo estaremos todos mortos".

A frase de Keynes faz hoje tanto ou mais sentido do que no momento em que foi dita, há décadas atrás.

Carlos Santos

O bloco central aprovou o PEC, que é um plano de autêntico desastre económico e social para os próximos quatro anos. A luta contra este programa vai marcar toda a vida social e política em Portugal durante muito tempo.

João Semedo

A política do medicamento dos governos do PS é de sentido único: poupar à custa do bolso do cidadão. Foi assim com Correia de Campos, continua a ser assim com Ana Jorge. Nestes cinco anos, os medicamentos ficaram mais caros, as comparticipações do estado baixaram e os portugueses viram crescer a parte que lhes cabe pagar sempre que compram um remédio na farmácia. E, claro, nem a indústria nem as farmácias se queixam: para uns e para outros, o negócio continua apetecível. É assim a política do PS.

Mariana Avelãs

Dar sangue não é um direito. É um dever cívico, e pode salvar vidas. Mas como o sangue pode também ser um meio de transmissão de doenças, uma política de sangue responsável terá de ter como objectivo o maior número de recolhas com a maior segurança possível. E uma política assim só pode ser definida com critérios científicos e rigorosos.

Uri Avnery

Há semanas em que uma palavra, apenas uma, domina os noticiários. A palavra da semana é timing.

Roberto Almada

1. Cinco semanas após a tragédia do passado dia 20 de Fevereiro na Madeira, ainda existem situações de pessoas que perderam tudo e que desesperam por ajuda. Numa altura em que o centro do Funchal já está "de cara lavada" porque é que nas zonas altas as pessoas continuam abandonadas? Porque é que a prioridade não foi garantir habitação, ainda que temporária, às pessoas que nos vários Concelhos da Região ainda estão em Instituições de Solidariedade Social e em aquartelamentos militares? Porque é que, passado todo este tempo o cenário nas zonas altas do Funchal, Ribeira Brava e algumas zonas do Concelho de Santa Cruz, ainda é igual ao do dia seguinte ao da catástrofe? Será porque o cortejo da Festa da Flor não passa nesses sítios?

Ricardo Coelho

A perda de biodiversidade atingiu níveis tão alarmantes que podemos já falar de uma sexta extinção em massa num futuro próximo. O ritmo de extinção de espécies animais e vegetais registado no século XX excede em 1000 vezes a média dos 65 milhões de anos precedentes. Mas há uma importante diferença entre a sexta extinção em massa e as outras cinco: não é explicável por factores naturais.

Miguel Portas

Diz Vital Moreira (VM) no Público que há duas - a dele e a do BE /PCP - e que "o que as separa é mais do que o que as une".

Pedro Filipe Soares

O Programa de Estabilidade e Crescimento foi aprovado no parlamento. Os actores da aprovação são os do costume: o Bloco Central em nova Santa Aliança. O ataque é mais do que uma escolha de um caminho para a contenção do défice, é a assunção de uma política de direita e o rasgar dos compromissos eleitorais do Partido Socialista.

Catarina Martins

O Ministério da Cultura até agora simplesmente não tinha meios. Agora continua sem meios, mas encontrou uma base ideológica para o justificar. A entrevista da Ministra da Cultura ao Jornal Público aponta um caminho de completa e irresponsável demissão das suas obrigações e desenha opções muito preocupantes. A lembrar outros tempos e na senda das posições mais conservadoras da direita europeia.