Quem queira perceber as novas receitas de “emagrecimento” das empresas (isto é, de despedimentos em massa) encapotadas sob as mais criativas figuras legais, olhe para a PT/MEO. Está lá tudo, ou quase.
A criação da PPP do SIRESP não é um ato isolado. É integrado na agenda política da privatização das funções de vigilância e segurança no Estado. Veja-se o exemplo das Forças Armadas.
Há cem anos que as principais fortunas do país sobrevivem à custa do privilégio e da proteção do Estado. O livre mercado é o melhor discurso, mas só na altura de privatizar.
O aumento das pensões, que agora se concretiza, é fruto das duras negociações para o último OE e só acontece porque a Direita não está no poder, mas também porque o PS não governa em maioria absoluta.
O governo atuou rapidamente em Pedrógão para corrigir a flagrante impreparação e descoordenação da frente de combate nas horas iniciais. Foi na política que tropeçou.
A floresta portuguesa perdeu cerca de 10 mil hectares de área por ano nos últimos 25 anos. Nesse período, a área de eucaliptal ter-se-á expandido cerca de 150-170 mil hectares.
A gestão privada do SIRESP tem saído cara ao país, não apenas do ponto de vista estritamente financeiro, mas, sobretudo, no que diz respeito à sua principal incumbência: a garantia da segurança e proteção das populações.