Há na crítica de Manuel Soares a Clara Sottomayor um preconceito: que os empenhamentos públicos pela igualdade são militâncias incompatíveis com a isenção de julgar, enquanto o legalismo cego aos valores do direito não é uma militância conservadora.
Esta forma de navegar [dos marinheiros portugueses no século XV], sem arriscar e sem grande ciência, chamou-se navegar à vista. E parece ser isso que se passa com a Figueira da Foz.
Quando se debate o racismo, tendencialmente invoca-se uma ideia de “racismo invertido” ou “reverso” como tentativa de amenizar a longa história de opressão racial por parte do Ocidente.
Como não sou o único a notar que há concelhos que parecem estar marcados para a repetição dos fogos, creio que a resposta é óbvia. Há demasiados incendiários de fósforo na mão. Portugal bem precisava que os verões não fossem ditados por estes pirómanos.
Se o teu Estado é muito roubado perdes direitos porque viveste acima das tuas possibilidades; se há uns esquerdistas que conseguem que o Estado não seja tão roubado então não se pode repor tudo ao mesmo tempo! Capisci?
O caminho para o fecho político da sociedade parece inexorável. Agora ainda mais com a necessidade de defesa dos golpistas em relação às informações divulgadas e por divulgar.
Enquanto prevalecer uma lógica de mercado na gestão da floresta que privilegia grandes manchas florestais de eucalipto, o interior do país continuará a ser consumido pelo fogo!
Não divulgar a lista destas pensões douradas, que representam um gasto anual de sete milhões de euros para os cofres públicos, seria proteger o privilégio.
A Amazónia não é o quintal de Bolsonaro. O que está a acontecer no Brasil é assunto nosso também. A destruição de povos indígenas e de património da Humanidade é assunto nosso também.
Os modelos de voto preferencial são os que mais facilitam os deputados bala-boi-bíblia, e é por isso que os democratas brasileiros pedem uma lei à portuguesa.