O que extremou campos não foi o 25 de abril, foi a ditadura e a negação da liberdade e direitos. Os expoentes da ditadura não merecem homenagens dos democratas que branqueiem o que fizeram.
Um pouco por todo o país são diversos os episódios de carência, estando as áreas de obstetrícia e pediatria particularmente defraudadas, com necessidade de transferências interhospitalares de grávidas para fora da área de residência, incluindo para hospitais em Espanha.
O Governo entende que pode fazer caminho a sós, refastelado numa proverbial prosápia de retoma. Já o PS parece mais preocupado em potenciar uma maioria absoluta do que em desenvolver pontes.
A solução para o amianto é removê-lo para sempre – das escolas, dos hospitais, dos edifícios públicos e privados –, fazendo-o sempre segundo as melhores práticas e com todos os cuidados que a ciência define.
A direita tradicional e a extrema direita são ambas pró-sistema, defendem por igual o sistema económico e abjuram o Estado sempre que este põe em risco esse sistema.
Não, este não é um Orçamento de continuidade. Porquê? Porque o Orçamento do Estado para 2020 foi desenhado sem espaço para acolher ou negociar propostas da esquerda e realinhou totalmente pela obsessão do superávite.
O governo deixa à Comissão Europeia uma decisão essencial do Orçamento. E mesmo que passe, esta redução do IVA pode deixar de fora quase metade dos consumidores.
Se alguém não conhecesse este deve e haver, diria que o Orçamento ainda não sabe para onde quer ir. É o resultado da pressa e da atitude maioria-absoluta, quando, afinal, o Governo se apresenta mais frágil e mais dividido desde as eleições.