Novo ano, novo orçamento. Manipulações e joguinhos, tudo técnicas velhas. Mais respeito, menos caridadezinha. Aconselho o filme "Comportem-se como adultos" e depois assinalem as semelhanças, um passatempo.
Se pode haver sempre declarações falsas, o que não pode existir é um sistema que as estimule. A justiça passaria a ser um braço de uma milícia política.
Com o ‘boom’ do turismo veio o ‘boom’ das plataformas digitais, que não cumprem os direitos do trabalho. E com elas os trabalhadores que não pagam impostos sobre o trabalho, nem Segurança Social, que não têm seguro. São algoritmos.
Ainda ouço as vozes do meio milhão de ativistas na manifestação pelo clima em Madrid a 7 de Dezembro: “Nem um grau a mais, nem uma espécie a menos”, “Estão a ficar sem desculpas e nós sem tempo”.
Esperar por milagres tecnológicos não é a postura mais realista e precavida. Este é um desafio que requer solidariedade, cooperação e respostas coletivas.
Aos poucos a corrupção vai desviando recursos públicos, condicionando pequenas decisões políticas e grandes decisões de Estado, vai dando má fama à política e minando a confiança nas instituições públicas.