As políticas para as pessoas com deficiências não podem ser sobras para pessoas que sobram, uma espécie de paliativo cheio de boas intenções mas que não atua onde tem que atuar.
Aprovado que está o Orçamento do Estado (OE) importa refletir sobre implicações que daí possam advir. Os orçamentos, sejam eles de Estado ou Municipais, são sempre determinantes, os do próximo ano serão cruciais.
O argumento mais invocado para apoiar a Estratégia Nacional para o Hidrogénio é a ideia de que a mesma tem alguma coisa que ver com descarbonização e combate às alterações climáticas. Apesar do valor propagandístico, a ligação entre hidrogénio e descarbonização é ténue.
As políticas públicas de habitação permanecem num aflitivo estatuto de menoridade, remetendo a resposta para o mercado e para as famílias, confrontadas com taxas de esforço para pagar a renda que levam mais de metade dos seus salários.
Saber se a presença em frente ao Parlamento de nove empresários em greve de fome, faz mais ou menos pelas reivindicações do sector da restauração, hotelaria e diversão nocturna é algo de muito questionável.
A iniciativa subscrita por mais de 70 organizações e movimentos de base na luta pela justiça climática de todo o mundo compromete-se a criar planos próprios para a transformação produtiva e social necessária para travar o colapso climático.
A situação é tão paradigmática que o governo apresenta agora uma nova moratória à caducidade da contratação coletiva. Se o problema existe e é admitido pelo próprio governo, porque não se retira, definitivamente, esta norma?
Se o Governo ou os partidos não percebem que a covid é um novo mundo, é melhor que olhem para as urgências dos hospitais e percebam onde não podem falhar.
A invocação de Hannah Arendt é um gesto de justiça para com o seu legado e também, egoisticamente, o apontar de uma saída para nós, actuais e futuros habitantes do planeta Terra.
Iniciou-se na semana passada mais uma legislatura e tomou posse na passada terça-feira o novo Governo Regional. Do que se conhece, este será um governo que terá várias linhas de ação que serão totalmente contrárias ao que considero que devem ser as políticas que os Açores precisam.