O Fórum Socialismo 2024 vai acontecer no fim de semana entre 30 de agosto e 1 de setembro em Braga na Escola Secundária Alberto Sampaio. Mais de 50 debates marcarão uma agenda concentrada de discussão política que inclui temas desde os direitos laborais, ao feminismo, ao combate à extrema-direita, à guerra, às eleições francesas, à Palestina, entre muitos outros.
A entrada para este evento que marca a rentrée do Bloco de Esquerda é livre e as inscrições para ele estão abertas aqui.
Ao Público, a dirigente bloquista Isabel Pires explica que se pretende ter nele a intervir “gente diversificada” já que “é também da discussão desses vários pontos de vista que eventualmente se chega a soluções cada vez mais consensuais” e que assim se ganha “riqueza”.
Para além disso, outro dos objetivos é “aprofundar temas sobre os quais já falamos há muito tempo” e, ao mesmo tempo, “debater temas novos sobre os quais nunca falamos”.
Já era conhecido que a abertura deste Fórum seria feita às 21 horas de sexta-feira, conjuntamente entre a eurodeputada bloquista Catarina Martins e Irene Montero, também deputada no Parlamento Europeu pelo Podemos e ex-ministra da Igualdade de Espanha e que, no domingo às 16 horas, a sessão de encerramento contaria com uma intervenção de Mariana Mortágua.
Com a divulgação do programa completo, fica-se agora a saber que a manhã de sábado ficará ocupada com vários debates simultâneos. Às 10 horas, Moisés Ferreira fala sobre “Techwashing: a cultura por detrás de Silicon Valley”; Ana Matos Pires e Pedro Morgado sobre “Saúde Mental: o que está por concretizar nas políticas públicas”; Augusto Santos Silva sobre “Como mobilizar e unir a cidadania no combate à extrema-direita”; Alan Stoleroff sobre “Os riscos do antissemitismo na atualidade”; Allan Barbosa e Beatriz Realinho sobre “Como o capitalismo ameaça o movimento LGBTQI+”; e Francisco Fonseca questiona se “É possível salvar a comunicação social regional?”
Fórum Socialismo 2024
Como travar a ânsia privatizadora na saúde?
Joana Bordalo e Sá e Bruno Maia
Às 11.30, Pedro Filipe Soares intervém sobre “Inteligência Artificial e o trabalho: a criatura e a traição ao criador?”; Luís Fazendeiro e Nelson Peralta sobre “As ideias de Andreas Malm e o movimento climático”; Rodrigo Azevedo e Alexandra Vieira sobre “Cidadania na Escola: a perspetiva crítica”; Joana Bordalo e Sá e Bruno Maia sobre “Como travar a ânsia privatizadora na saúde”; e Manuel Carlos Silva sobre “Habitação: direito constitucional não cumprido e necessidade da ação coletiva”
Ao início da tarde, às 14.30, Teresa Sales e Maria da Graça Pinto, apresentam sessões sobre “Desocultar o idadismo de género”; Luís Fazenda sobre “Para onde vai a Europa?”; Matthias Schindler sobre “Da Revolução sandinista à contra-revolução orteguista”; Diogo Duarte sobre “O legado do anarco-sindicalismo em Portugal”; Maria Manuela Mendes e Ana Durães sobre “A história das pessoas ciganas em Portugal”; Catarina Vitorino sobre "Deficiência e direitos reprodutivos".
Fórum Socialismo 2024
A Europa já não precisa de feminismo (e outras falácias)
Paula Cosme Pinto
Ainda à tarde, mas a começar às 16 horas, haverá sessões sobre França com José Gusmão; sobre “O que aprender com Antonio Gramsci em 2024” com Leonor Rosas e Carlos Carujo; sobre “A Europa já não precisa do feminismo (e outras falácias)” com Paula Cosme Pinto; “O totalitarismo do indivíduo” com João Teixeira Lopes; “Descentralização e serviços públicos: que consequências?”, com José Maria Cardoso; “Urbanismo e espaço público: como construímos cidades mais justas?” com José Castro e Sérgio Aires; “Verticalidade e Horizontalidade na Organização Política: Partido versus Movimento”, com Adelino Fortunato.
O último conjunto de sessões inicia-se às 17h30 e conta com Teresa Violante sobre “Reforma da justiça”; Julião Soares Sousa sobre o “Centenário do nascimento de Amílcar Cabral”; com Luís Monteiro e Miguel Cardina sobre “Política, revolução e resistência: pode a memória ser uma ferramenta de transformação social?”; José Manuel Pureza e Rui Curado Silva sobre “A guerra e o perigo nuclear: o que reserva o futuro?”; Pedro Gomes e José Soeiro com “Semana de 4 dias de trabalho: faz sentido?”; e Susana Constante Pereira e Isabel Pires com “Mobilidade e cidades: o que queremos?”
O domingo inicia-se às 10 horas com debates sobre “Facilitadores e portas giratórias, como travar o abuso?”, com Alexandre Abreu; os “Cem anos da morte de Lenine” com Bruno Góis; “Desmontar a cultura conservadora na era ultradigital” com Tiago Lapa e Iara Sobral; as “Novíssimas Cartas Portuguesas” com Ana Campos, Almerinda Bento e Cecília Honório; “Verdade e Reparação: o que fazer com o passado colonial português?”, com Sheila. Khan e António Brito Guterres; e “Política de Consumos em Portugal: o que falta fazer?”, com Inês Diniz, Luís Mendão e Diana Castro.
Às 11h30 acontecem as sessões “Perdidos nas 1001 noites” com Francisco Louçã; “Pacto das Migrações e Asilo: mais um passo na Europa Fortaleza” com Anabela Rodrigues e Marisa Matias; “Agricultura, crimes ambientais e trabalho escravo no século XXI” com Alberto Matos, Fátima Teixeira e Mariana Carneiro; "Que desafios para a esquerda brasileira?" com Tássia Bertoncini e Pedro Prola; “O capital que ameaça o jornalismo” com Daniel Borges; e “Ler é resistir?” com Lúcia Vicente,
A última ronda de sessões temáticas acontece às 14h30 com discussões sobre “As potências do Feminismo contra o conservadorismo” por Leonor Caldeira e Joana Mortágua; “Novos modelos pedagógicos e democratização da escola” por Miguel Correia e Pedro Pereira; “Agenda mediática e crescimento da extrema-direita” por Daniel Oliveira; “Aprofundar a democracia através dos jogos” por Micael Sousa; os “Algoritmos ao serviço do povo” por Nuno Boavida; “Caminhos para a libertação da Palestina” por Dima Mohammed e Fabian Figueiredo.