Fortuna de patrão da Amazon cresce em tempo de pandemia

18 de abril 2020 - 15:22

A Covid-19 está arrastar a economia global para uma profunda crise. Mas há quem lucre com a pandemia. A fortuna de Jeff Bezos aumentou cerca de 22 mil milhões de euros, o equivalente a 20%, ascendendo agora a um total de 126,5 mil milhões. Por cada segundo, a Amazon acumula vendas de mais de 10 mil euros.

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De acordo com o The Guardian, a Amazon tem vindo a ser descrita como uma “clara vencedora” da crise do coronavírus. O preço das ações cresceu mais de um terço em apenas um mês. Por cada segundo, a Amazon acumula vendas de mais de 10 mil euros e os analistas avançam que é expectável que a empresa aumente as suas vendas anuais em quase 20%, ultrapassando os 300 mil milhões de euros. Já Jeff Bezos, fundador e diretor executivo da Amazon, viu reforçada a sua posição como pessoa mais rica do mundo, com uma fortuna pessoal que agora ascende a um total de 126,5 mil milhões de euros. Mas, nem por isso, o patrão da Amazon se coibiu de pedir financiamento voluntário para financiar a baixa ou a quarentena de alguns dos seus trabalhadores.

As reclamações sobre as condições de trabalho continuam a fazer-se ouvir. Com um ritmo de trabalho cada vez mais intenso, e sujeitos a uma enorme pressão para satisfazer encomendas, os trabalhadores veem-se impedidos de manter o distanciamento físico recomendado. Acresce que se registam falhas na provisão de materiais de limpeza. A par de falhar nas condições de segurança nos seus centros de distribuição nos Estados Unidos, a empresa recusa-se ainda a enviar para casa, com remuneração garantida, os trabalhadores mais velhos, e, portanto, que correm mais risco de infeção pelo coronavírus. Já foram registados vários casos positivos de covid-19 na Amazon e foi confirmada a primeira morte há poucos dias.

Perante as críticas, a empresa respondeu com o despedimento de três trabalhadores que denunciaram a degradação das condições de trabalho e reivindicaram mais segurança. A reação da Amazon suscitou a reaçãodo senador Bernie Sanders, que escreveu num tweet: "Em vez de despedir trabalhadores que querem justiça, talvez Jeff Bezos - o homem mais rico do mundo - possa concentrar-se em providenciar aos seus trabalhadores baixas médicas pagas, um ambiente de trabalho seguro e um planeta habitável".

 

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