Educação

O Conselho Nacional da Educação alerta no seu recém-lançado relatório "Estado da Educação 2022", que a falta de professores em Portugal é particularmente preocupante devido ao envelhecimento da classe docente.

Cerca de dois mil professores manifestaram-se este sábado em Lisboa numa Marcha pela Educação entre o Largo do Rato e a Assembleia da República.

Registou-se um aumento de 1,5% na taxa de abandono escolar precoce, que passou de 6,5% para 8%. Este é o primeiro aumento em seis anos. 

Mariana Mortágua esteve esta quinta-feira com professores, alunos e funcionários do Liceu Camões, em Lisboa, para defender medidas que promovem o sucesso escolar.

 

Há estudantes do Ensino Superior a receberem o pagamento da bolsa de mérito com um atraso de três anos após a conclusão do ano letivo.

O líder da Fenprof reuniu esta quarta-feira com a coordenadora do Bloco. No final, sublinhou as convergências e deixou um aviso aos professores para terem cuidado com os que prometem por um lado recuperar o seu tempo de serviço e por outro pôr em causa a escola pública em Portugal.

Em resposta a um levantamento da Fenprof, mais de 80% dos diretores escolares dizem que não têm recursos. Faltam recursos humanos mas há também problemas como o desrespeito pelos limites legais de número de alunos por turma ou a falta de formação adequada.

Alunos têm de levar mantas e luvas para suportar o frio nas salas de aula. Escola precisa de obras de fundo há vários anos, mas nem o Governo nem a autarquia estão na disposição de as pagar.

A relevância deste relatório, que sofre de limitações técnicas significativas como sistema de avaliação, não é a verdade que traz, mas as transformações que impõe. Por Andreu Mumbrú Fuxet.

 

Várias políticas educativas têm sido desenvolvidas com base na ideia de que a culpa dos resultados escolares mais baixos dos alunos mais pobres se deveria à sua “ética de trabalho”, “mentalidade” ou “competências sócio-emocionais”. Um estudo que abarca quase 250 mil estudantes contrapõe que as causas são estruturais.

Reagindo às declarações de Luís Montenegro, Mariana Mortágua lembrou que o PSD se juntou ao PS para sistematicamente rejeitar as propostas do Bloco sobre o tempo de serviço dos professores e que o líder social-democrata parece agora receber a visita do fantasma do Natal passado.

O ministro da Educação de França aproveitou os resultados do PISA para anunciar um “choque” no sistema educativo do país. Dele fazem parte algumas das medidas conservadoras habituais. Sindicatos e esquerda contestam.

Diretores e associação de pais queixam-se da situação. Falta material de substituição, o que prejudica alunos. Os computadores que estão na garantia demoram a ser reparados. Fora da garantia, ou os pais pagam do seu bolso ou ficam “amontoados nas escolas”.

Mariana Mortágua visitou a Escola Secundária de Santa Maria, em Sintra, onde há mais de duas dezenas de turmas em que faltam professores. E insistiu na proposta de um suplemento aos professores deslocados e na valorização da carreira para atrair docentes.

A falta de professores volta a ensombrar o início do ano letivo e cerca de 80 mil alunos devem regressar à escola sem professor a uma ou mais disciplinas.

Bloco questionou Governo sobre queixas de famílias a quem está a ser negado acesso aos vouchers para efeitos de levantamento de manuais gratuitos do 4.º ano de escolaridade. Executivo informou, entretanto, que enviou e-mail às escolas para esclarecer procedimento.

Relatório conclui que o uso excessivo dos telemóveis prejudica o desempenho escolar e a estabilidade emocional das crianças. Um em cada quatro países analisados já os proíbe nas escolas.

As novas plataformas educativas embrenhadas na lógica do mercado entram pela escola e mudam a função docente, fazendo os professores perder e/ou ver desvalorizados alguns dos seus papéis e tarefas. Antonio Lovato Sagrado, Amanda Aliende da Matta e Enric Prats Gil refletem sobre o que isto significa para a educação.

Dezenas de docentes contratados das escolas António Arroio e Soares dos Reis concentraram-se na quinta-feira em frente ao Ministério e receberam a promessa de que negociações avançam em julho.

Proposta visa assegurar que os alunos do 1º ciclo do Ensino Básico não veem o seu direito aos manuais gratuitos prejudicado por mecanismos de devolução, assegurando o direito destes alunos a um uso pleno dos manuais.