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"Combater o insucesso escolar passa por apostar na escola pública"

Mariana Mortágua esteve esta quinta-feira com professores, alunos e funcionários do Liceu Camões, em Lisboa, para defender medidas que promovem o sucesso escolar.
Mariana Mortágua em visita ao Liceu Camões
Mariana Mortágua em visita ao Liceu Camões, em Lisboa. Foto Manuel de Almeida/Lusa

A manhã de quinta-feira da pré-campanha bloquista para as legislativas foi dedicada ao combate ao insucesso escolar. E o local escolhido para o encontro, o Liceu Camões, "é um exemplo" de boas práticas, considerou Mariana Mortágua, destacando a participação e "o respeito pela opinião dos alunos, pela integração dos pais, dos alunos, dos funcionários" como aspetos que devem ser valorizados. Esta escola é também "o exemplo daquilo que falta na escola pública e que falta nas ordens e nas diretrizes do Ministério da Educação. E por isso estamos aqui para lembrar isso", prosseguiu.

"Nós sabemos como o insucesso escolar se tem agravado depois da pandemia e sabemos que há muitas causas para isso, que vão dos professores, que têm de ver o seu tempo de serviço respeitado, mas também dos funcionários que raramente são referidos e que têm de ter acesso à formação e não têm", afirmou Mariana Mortágua, dando o exemplo de funcionários "que estão aqui há 30 anos e recebem um salário mínimo nacional e que nos dizem que não lhes foi garantida a formação".

"Os bons casos estão estudados. Porque é que se insiste em fazer o contrário?"

"Nós sabemos o que é necessário para o sucesso escolar. Os bons casos estão estudados. Porque é que se insiste em fazer o contrário?", questionou. E o que é necessário é  garantir que a escola é um espaço de democracia, "onde toda a gente pode participar", que tem espaço físico para que todas as atividades possam ser desenvolvidas, como o desporto e as artes, que a saúde mental é respeitada  dentro da escola, "com acesso a apoio nas áreas de psicologia, de nutrição".

"Para combater o insucesso escolar é preciso apostar na escola pública. Escola pública são professores e professoras, mas também são pais, alunos, funcionários, capacidade das instalações e capacidade de resposta que hoje não existe", acrescentou a coordenadora do Bloco.

Questionada sobre a promessa do líder do PS de recuperar o tempo de serviço dos professores, Mariana Mortágua respondeu que "não há razão para que essa recuperação não seja feita imediatamente". E lamentou a situação de injustiça criada desde o início do congelamento do tempo de serviço, pois os milhares de professores que se reformaram entretanto não poderão ver contabilizado esse tempo de trabalho a que tinham direito.

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