Paulo Cunha, um dos promotores deste protesto que nasceu nas redes sociais, afirmou à SIC-Notícias que o objetivo do protesto é que a Educação esteja na agenda política durante esta campanha eleitoral. Em especial o problema da falta de professores "que devia envergonhar qualquer dirigente político".
"Os partidos políticos têm de dizer ao que vêm e resolver de uma vez por todas os constrangimentos que vivemos na Educação", acrescentou este professor.
Presente na manifestação, o dirigente bloquista Fabian Figueiredo afirmou que "as professoras e os professores sabem que o Bloco de Esquerda nunca lhes falhou. Seja com governos da direita ou com governos do PS, o Bloco defendeu sempre a valorização das suas careiras e a recuperação do seu tempo de serviço".
Recordando que "houve um tempo em que a Assembleia da República podia ter resolvido o problema da recuperação do tempo de serviço e a direita acobardou-se à 25ª hora", Fabian Figueiredo assegurou que as deputadas e deputados que o Bloco eleger a 10 de março "garantirão o tempo de serviço" devido aos docentes.
Quanto à falta de professores que deixou no início do ano letivo 90 mil alunos sem professores a pelo menos uma disciplina, considera que "só se resolve esta crise respeitando os professores, valorizando as suas carreiras, dando formação aos professores contratados diretamente pelas escolas e tornando atrativa a carreira". Por exemplo com a atribuição de um subsídio aos professores deslocados, pois "é inaceitável que tenhamos professores que dividam quartos, casas ou que durmam em carros porque o seu salário não dá para arrendar uma casa". "Isto chegou longe demais e é preciso virar a página da maioria absoluta", concluiu Fabian Figueiredo.