Política

Na audição desta terça-feira na comissão parlamentar de inquérito, o ex-ministro das Finanças desmentiu a sucessora, dizendo que "como profissional experiente nesta matéria estava de longa data informada sobre a existência e as características" dos swaps. 

No último dia de votações da sessão legislativa, a direita aprovou o aumento do horário de trabalho dos funcionários públicos e a lei que permitem ao Governo despedir dezenas de milhares de pessoas, bem como um novo corte nas indemnizações por despedimento. A esquerda e os sindicatos prometem avançar para o Tribunal Constitucional.

Milhares manifestam-se contra a aprovação das leis que aumentam o horário de trabalho e abrem a perspetiva do despedimento maciço de funcionários públicos. Passos Coelho diz que “essas pessoas têm de ir fazer alguma coisa para outro lado”. Sindicatos dizem que medidas são inconstitucionais. Bloco de Esquerda lembra que este governo já foi ao tapete no Tribunal Constitucional e parece não ter aprendido.

Maria Luís Albuquerque afinal encontrou disponibilidade de agenda para comparecer à comissão de inquérito parlamentar aos "swaps" e tentar convencer os deputados de que não lhes mentiu.

Contrato previa contrapartidas de 46,2 milhões de euros mas, passados quase oito anos da compra feita pelo Ministério da Defesa de Paulo Portas, a taxa de execução das contrapartidas é zero: nada foi feito. Prejuízo é de 35 milhões de euros.

A Fundação do PSD-Madeira recebeu, da UE e do orçamento de Estado, 1,1 milhões de euros para a reflorestação da herdade da festa anual do PSD regional. Na festa deste domingo, Alberto João Jardim afirmou que o Estado está a “sustentar parasitas”.

O ministério das Finanças não está a contabilizar encargos do Estado no montante de cerca de 6.000 milhões de euros com as parcerias público privadas dos hospitais de Braga, Vila Franca de Xira, Cascais e Loures, conclui uma auditoria do Tribunal de Contas.

A coordenadora do Bloco criticou em Braga o apelo de Passos Coelho à união nacional e afirmou: "Alguém que é capaz de dizer uma barbaridade destas não tem qualidade para chefiar um governo democrático". Catarina Martins disse também que “o governo pode ter a confiança do senhor presidente, mas não tem a de mais ninguém" e apresentou propostas de alternativa para o futuro do país.

A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago decidiu renunciar ao mandato, por razões pessoais, a partir de 31 de agosto de 2013. Será substituída por Mariana Mortágua, economista de 27 anos.

“Há ministros que deviam ser demitidos, apesar de terem tomado posse há poucos dias”, declarou neste sábado João Semedo, referindo-se a Maria Luís Albuquerque, “que mentiu ao parlamento” e a Rui Machete, que “ esteve demasiado próximo do maior buraco, da maior fraude de sempre da atividade bancária em Portugal”.

Rui Machete, o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, que foi presidente do conselho superior da SLN/BPN durante oito anos, presidiu à comissão parlamentar de inquérito que ilibou Oliveira Costa de fraude fiscal na concessão de perdões fiscais a empresas do centro do país. Machete foi também presidente da FLAD (Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento) e, em 2008, o embaixador norte-americano em Lisboa considerava-o “suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos para manter a sua sinecura” e defendia a sua demissão.

O coordenador nacional do Bloco de Esquerda afirmou esta sexta feira que há escolhas para ministros e secretários de Estado que "envergonham o país e a democracia", salientando que a ministra das Finanças "tem sempre chegado atrasada à verdade".

Agostinho Branquinho que, em 2010, deixou de ser deputado do PSD para ir trabalhar para a Ongoing Brasil, empresa sobre a qual recaem suspeitas de desvio de informações dos serviços secretos portugueses e de vigilância a jornalistas incómodos para o grupo, é agora nomeado pelo governo de Passos Coelho e Paulo Portas para a secretaria de Estado da Segurança Social.

Após três semanas de crise política, o que fica é uma redistribuição de poder no interior do Governo mercê do qual um partido que representa 12% do eleitorado adquiriu o controlo sobre os ministérios da área económica, a regulação das relações laborais, a conclusão do processo de privatizações e o desmantelamento do Estado Social. Artigo de Congresso Democrático das Alternativas.

Catarina Martins interveio na abertura do Acampamento Liberdade 2013, por onde passarão 250 jovens, sobre a situação do país e a bancarrota. À comunicação social, Catarina Martins afirmou que “um governo que insiste numa política que falhou”, “que não é capaz de cumprir nenhuma meta de défice nem de dívida”, é um “governo sem credibilidade”, que “não merece a confiança de ninguém” e o “Bloco de Esquerda com certeza votará contra a moção de confiança”.