Bloco pede demissão de Maria Luís Albuquerque e Rui Machete

27 de julho 2013 - 17:30

“Há ministros que deviam ser demitidos, apesar de terem tomado posse há poucos dias”, declarou neste sábado João Semedo, referindo-se a Maria Luís Albuquerque, “que mentiu ao parlamento” e a Rui Machete, que “ esteve demasiado próximo do maior buraco, da maior fraude de sempre da atividade bancária em Portugal”.

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“Há ministros que deviam ser demitidos, apesar de terem tomado posse há poucos dias”, declarou neste sábado João Semedo - Foto de Paulete Matos

João Semedo esteve presente, neste sábado, numa ação do Bloco de Esquerda na Lagoa de Óbidos.

Em declarações à TVI, o coordenador do Bloco salientou que o governo “ agora remodelado é já um Governo com a cara da crise”, que “tem na própria composição do Governo um problema”.

João Semedo considerou que os apelos de Passos para um consenso são apenas apelos para a austeridade. “O consenso que fala Passos Coelho e para o qual procura atrair, convidando insistentemente o Partido Socialista, é o consenso para defender a austeridade e para dar solidez a um Governo que agora remodelado é já um Governo com a cara da crise. Uma crise que tem na própria composição do Governo um problema”, disse Semedo.

O coordenador do Bloco de Esquerda frisou: “Há ministros que não deviam estar neste momento e que deviam ser demitidos, apesar de terem tomado posse há poucos dias. Refiro-me à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, que mentiu ao parlamento. E refiro-me também ao novo ministro dos Negócios Estrangeiros. Rui Machete esteve demasiado próximo do maior buraco, da maior fraude de sempre da atividade bancária em Portugal”.

Recordemos que o Bloco de Esquerda, assim como os outros partidos da oposição, tem acusado Maria Luís Albuquerque de mentir ao parlamento (ver notícias no esquerda.net, aqui e aqui).

Refira-se ainda que o novo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, foi presidente do conselho superior da SLN/BPN durante oito anos e também tinha presidido, no início dos anos 90, à comissão parlamentar de inquérito que ilibou Oliveira Costa de fraude fiscal na concessão de perdões fiscais a empresas do centro do país. Rui Machete foi também considerado “suspeito de atribuir bolsas para pagar favores políticos para manter a sua sinecura”, pelo embaixador dos EUA em Lisboa, em 2008 (ver notícia no esquerda.net).