Fundação do PSD-Madeira recebeu 1,1 milhões para a herdade do Chão da Lagoa

28 de julho 2013 - 17:00

A Fundação do PSD-Madeira recebeu, da UE e do orçamento de Estado, 1,1 milhões de euros para a reflorestação da herdade da festa anual do PSD regional. Na festa deste domingo, Alberto João Jardim afirmou que o Estado está a “sustentar parasitas”.

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Fundação do PSD-Madeira recebeu, da UE e do orçamento de Estado, 1,1 milhões de euros. Alberto João Jardim afirmou, neste domingo, que o Estado está a “sustentar parasitas”

A Fundação Social-democrata da Madeira (FSDM) recebeu 1,1 milhões de euros para a reflorestação da herdade do Chão da Lagoa, no âmbito do programa Poderam 2007/13, financiado pela União Europeia e pelo Estado português.

A notícia é do jornal “Público” deste domingo que lembra que quando o atual governo decidiu cortar os apoios públicos às fundações, Jardim disse que a fundação do PSD-Madeira nunca recebeu “um tostão” do Estado ou da região. Na AR, o PSD pela voz do deputado Fernando Negrão disse que a FSDM “é uma fundação privada e não recebe um tostão do Estado, e por isso não houve intervenção”. João Semedo salientou, na altura, que “beneficia, entre outras coisas, de isenções fiscais, e isso também são benefícios do Estado”.

O jornal “Público” refere que em 2000 a FSDM recebeu a atribuição de pessoa coletiva de utilidade pública, por resolução do governo regional assinada por Alberto João Jardim. Essa atribuição dá-lhe isenção de imposto municipal sobre imóveis (IMI), imposto sobre transmissão onerosa de imóveis (antes sisa), IRC, imposto sobre veículos, taxas de espetáculos, e tarifas reduzidas de eletricidade e água.

Ainda segundo o jornal, a FSDM, criada em 1992 com o património inicial de 50 mil euros, tinha em 2010 um património de mais de 12 milhões de euros, integrando 32 prédios (sedes do PSD-Madeira) e uma vasta frota automóvel, incluindo viaturas topo de gama como um Rolls-Royce.

Segundo o Jornal da Madeira, Alberto João Jardim disse, neste domingo na festa do Chão da Lagoa, que o atual regime político português “não presta” e que há um “Estado a sustentar parasitas”.