É um fartar vilanagem…à custa de recursos públicos que são de todos os portugueses. O Estado vai deixar de receber milhões em dividendos de empresas que vão ser vendidas a preço de saldo.
Seis governos - os da Alemanha, do Reino Unido, da Suécia, da Holanda, da Dinamarca e da República Checa - querem reduzir em 75 por cento o montante dedicado ao europeu de assistência alimentar aos mais carenciados e extingui-lo em 2013.
Não é fácil perceber esta lógica dos brandos costumes da opinião pública. Sobretudo quando parecem ter sido há muito ultrapassados todos os limites à dignidade e quando se tornou claríssimo que os sacrifícios não são para todos.
Ou o presidente da Comissão assume por real o mundo imaginário que criou e nos transforma a todos em extra-terrestres dentro da nossa própria casa, ou é bom que pense em reformar-se.
O programa educativo de Crato é agressivo e implica transformações substanciais na forma como concebemos a educação e a missão da escola. Mas muito do que diz cola nas representações das pessoas. Para recuperar a hegemonia, a esquerda precisa de ir à luta contra estas falsas evidências.
Merkel põe em primeiro plano os interesses económicos da Alemanha das elites e tem uma visão limitativa da Europa, desinteressando-se por completo da questão social. É este o modelo europeu que defende.
É sabido que toda a política austeritária, a que os donos de Portugal estão a submeter a larga maioria dos cidadãos, não passa de uma oportunidade para legitimarem o acerto de contas com o susto que a revolução de Abril lhes provocou.
Esta quinta feira a maioria de direita no parlamento europeu irá aprovar seis relatórios sobre a tão falada governança económica da zona Euro. Merecem uma leitura atenta. Resume-se a um conjunto de malfeitorias que, na prática, vão institucionalizar a Troika como os verdadeiros mandantes desta Europa.
Duas mil pessoas ocuparam de facto Wall Street no sábado. A sua mensagem era clara: “Somos os 99% da população que não toleram mais a ganância e a corrupção do 1% restante”.
Por um lado as medidas de austeridade reduzem drasticamente o poder de compra das pessoas e das famílias, por outro existe um ataque, também ele sem precedentes.