A Bolívia foi palco recentemente de um lamentável episódio de violência policial que prejudicou irremediavelmente a imagem de um dos governos mais progressivos do mundo.
Que não nos diga nenhum governo hoje, em 2011 que, é em nome da competitividade das empresas que se tem que aumentar a jornada de trabalho. (1880 horas anuais é a média em Portugal contra 1550 h na Alemanha).
O espectáculo havia terminado. Alguém me lembrou das palavras de Gandhi quando lhe perguntaram o que pensava sobre a civilização ocidental. Disse: “Acho que seria uma boa ideia”.
A luta pelos direitos animais é também uma luta por um novo modelo de produção e pelo fim da dessensibilização dos humanos face à violência que os animais sofrem.
Os resultados desmentem a superioridade da escola privada. E isso acontece tanto nas avaliações nacionais como nas suas comparações com resultados internacionais.
O Partido Socialista francês realizou o primeiro turno das suas eleições “primárias”. Mas a abertura pode bem ser apenas a de uma frincha da janela. Senão vejamos, quanta democracia cabe num processo de “primárias abertas”?
O Primeiro-ministro enganou os portugueses e continua a enganar-se a si próprio: para Passos Coelho austeridade é sinónimo de rigor, para quem por ela é afectado é sinónimo de castigo, de brutalidade.
Mais medidas de austeridade que repetem uma receita já bem conhecida. Uma receita que não cura a doença, mas agrava-a. A Grécia exemplifica bem como esta cura é, ela própria, a doença.
As manifestações que amanhã ocorrerão em todo o mundo são apenas um exemplo de que esta crise também consegue despertar consciências e gerar desenvolvimentos com alcances dificilmente previsíveis.
Está na hora de mostrar que as pessoas não são descartáveis, não são acessórios de jogos bolsistas, não são artigo de transacção financeira. São pessoas.