Opinião

Tiago Gillot

O Governo anunciou, no final da semana passada, mais uma ofensiva comunicacional dirigida aos trabalhadores precários, prometendo para breve o fim dos estágios não remunerados. Nada de novo: Helena André limita-se a repetir o anúncio já feito pelo seu antecessor, Vieira da Silva, que utilizou esta medida como bandeira do suposto "combate à precariedade" do anterior executivo, aquando da discussão e aprovação da revisão do Código do Trabalho.

Francisco Louçã

Ontem, à saída da missa, uma crente foi entrevistada por uma televisão acerca das palavras do Cardeal Patriarca, e explicou como via os casos de pedofilia: "todos somos pecadores".

Carlos Carujo

A crise ecológica do planeta é uma evidência, apesar do negacionismo ambiental continuar a espreitar todas as janelas de oportunidade para fazer a sua propaganda. Mesmo contra os seus interesses, os donos do mundo são obrigados a reconhecê-la e a demonstrar a sua incapacidade de resposta. A cimeira de Copenhaga foi o símbolo do falhanço do mundo dos ricos e dos governos em combater as alterações climáticas.

Vítor Franco

Outubro de 2008. As notícias sobre a crise especulativa do imobiliário em Espanha eram diárias e contagiavam o país. Eis que chega mais um debate quinzenal. Sócrates, na sua habitual táctica de anunciar com pompa e circunstância benefícios extraordinários (que desaparecem nas letras miudinhas dos contratos), anuncia a criação dos Fundos de Investimento para Arrendamento Habitacional.

João Ricardo Vasconcelos

Os casos de pedofilia que agora estão a encher a agenda estão longe de reflectir um fenómeno novo. O tema ganhou uma dimensão mediática muito significativa nos últimos tempos, criando de repente a sensação de pedofilia generalizada na Igreja Católica. Os media e a forma como geram a agenda conseguem normalmente impulsionar este tipo de efeito pernicioso que nunca é demais recordar.

António Chora

Voltaram à carga, nalguns blogues (por exemplo, aqui e aqui), os ataques à maioria que dirige a CT da Autoeuropa e ao seu Coordenador com o único objectivo de atacar publicamente o Bloco de Esquerda.

Marisa Matias

Uma das supostas grandes "novidades" do Tratado de Lisboa é introdução da participação directa dos cidadãos europeus através da inclusão da "iniciativa política dos cidadãos".

Paula Nogueira

Pressionada pela sucessão de casos de agressão a docentes e instada a defender os professores, fragilizados perante o eclodir de cada vez mais casos de violência nas escolas, a FENPROF não resistiu à deriva securitária que se instalou na opinião pública portuguesa.

"No longo prazo estaremos todos mortos".

A frase de Keynes faz hoje tanto ou mais sentido do que no momento em que foi dita, há décadas atrás.

Carlos Santos

O bloco central aprovou o PEC, que é um plano de autêntico desastre económico e social para os próximos quatro anos. A luta contra este programa vai marcar toda a vida social e política em Portugal durante muito tempo.

João Semedo

A política do medicamento dos governos do PS é de sentido único: poupar à custa do bolso do cidadão. Foi assim com Correia de Campos, continua a ser assim com Ana Jorge. Nestes cinco anos, os medicamentos ficaram mais caros, as comparticipações do estado baixaram e os portugueses viram crescer a parte que lhes cabe pagar sempre que compram um remédio na farmácia. E, claro, nem a indústria nem as farmácias se queixam: para uns e para outros, o negócio continua apetecível. É assim a política do PS.

Mariana Avelãs

Dar sangue não é um direito. É um dever cívico, e pode salvar vidas. Mas como o sangue pode também ser um meio de transmissão de doenças, uma política de sangue responsável terá de ter como objectivo o maior número de recolhas com a maior segurança possível. E uma política assim só pode ser definida com critérios científicos e rigorosos.