Embora seja praticamente consensual que este momento de reflexão deva assumir palcos públicos, a exposição e consequente risco a que a organização fica sujeita é significativo.
O novo Ministro da Educação (e da Ciência e do Ensino Superior) despreza a escola progressista e as “pedagogias modernas”. Diz que um dos principais problemas da escola portuguesa é a falta de exames. O seu discurso fácil deve ser examinado.
Esta semana a ONU aprovou a primeira resolução para a não discriminação dos seres-Humanos face à orientação sexual. Foi histórica e mesmo assim teve 19 países a votarem contra.
A recuperação de um discurso antigo, as imagens de um povo simples e humilde, a invocação da sua “frugalidade” e “espírito de sacrifício”, são reveladoras da personalidade de Cavaco mas também do ciclo político que enfrentamos.
Organizar e alargar a resposta à violência social da agenda da troika e do governo Coelho/Portas é a principal tarefa da esquerda após a derrota nas legislativas.
Os factos comprovam uma ideia: a de que as soluções implementadas, porque estão concebidas com base nos mesmos pressupostos económicos que nos trouxeram à crise, só podem agravar o problema em vez de o resolver.
O espaço de tempo que agora vivemos constitui-se como um espaço de confluência de todos os sonhos da direita; da direita direitosa e da direita com voz de galo que andou aos bonés e finalmente pisou chão mais ou menos firme.