Opinião

João Teixeira Lopes

A confissão de Gaspar de que apenas está no governo para repor ao país o enorme investimento que este fez na sua educação é de uma enorme hipocrisia.

Francisco Louçã

Já vi de tudo, pensava eu. Mas ainda não tinha visto um orçamento como este.

Vender a Caixa é perder um poderoso instrumento de política económica. O único capaz de criar e injetar moeda na economia em períodos de crise, como o que vivemos, e de direcioná-la para o investimento produtivo e a criação de emprego.

Adriano Campos

Para se construir um Governo de esquerda que tenha a força de vencer a chantagem da dívida e se imponha como o produto de uma luta social vigorosa é preciso a clareza de uma agenda de confronto – nacionalização da banca, justiça fiscal, denúncia do memorando da troika.

Marisa Matias

O BCE não é um Banco qualquer, é o “Banco dos Bancos” na Europa. Mario Draghi, o seu presidente, é um homem com muito poder nos dias que correm. É um poder que não vai a votos e que a maioria dos decisores políticos quer que continue independente, mas que todos os dias interfere nas nossas vidas.

Joana Mortágua

Este orçamento não convenceu nem Bagão Félix e não pode convencer ninguém. A austeridade falhou. Já não é uma questão de fé, daquelas em que se acredita ou não.

Rita Calvário

Com a crise da financeira e económica instalada, a crise ecológica passou para segundo plano. Mas pior que o “apagão” ecológico, é voltarmos a assistir a um recuo na proteção ambiental mínima existente.

José Manuel Pureza

O FMI enganou-se nas contas? Pois então reponha tudo o que por sua incompetência e irresponsabilidade destruiu.

João Ricardo Vasconcelos

A suposta renovação de Carlos César para Vasco Cordeiro representa de facto alguma mudança? É contra esta maioria do “absolutamente na mesma” que o voto no Bloco poderá fazer toda a diferença.

Cecília Honório

Dois dias depois de o Governo anunciar o maior aumento dos impostos da história da democracia, a preocupação de António José Seguro é o número de deputados. Não os impostos; não a espiral recessiva em que o Governo está a lançar o país, não o desemprego descontrolado, mas o número de deputados.

Alice Brito

Este é um ano de cobras. Um ano em que os ladrões, gatunos e larápios unem esforços para a predação.

Luís Fazenda

A redução do número de deputados diminui sem apelo nem agravo a proporcionalidade na conversão dos votos populares em mandatos. O objetivo é claro: o de conseguir maioria absoluta de deputados com menos votos do povo.