A revelação da presença de um dirigente do CDS na direção do banco que propôs aldrabar o défice em 2005 e 2006 e fazer-nos pagar juros milionários por 30 anos levanta uma questão interessante: como é que estas pessoas acabaram quase todas a trabalhar para o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas?
Infelizmente não há indícios que nos possam fazer pensar que a mudança do ministro irá trazer alterações substanciais à lei que irá afetar mais de 200 mil famílias.
Salta à vista desarmada que a confiança entre os dois braços financeiros de Passos Coelho vem dos tempos, bem recentes, em que um propunha SWAPs e a outra dizia compro.
No entanto, quem planeou as guerras, aqueles que cometeram os crimes de guerra e os que realizaram a espionagem ilegal estão, de momento, em liberdade.
Não há trabalhador/a precário/a que não saiba o que significa a renovação extra do seu contrato a prazo por mais 12 meses, quando já o renovou 3 vezes ou já passaram 3 anos: ilegalidade. Adiar por um ano o despedimento só protege os patrões.
Aquele que aos olhos da Administração norte-americana é um traidor revelou crimes de guerra inaceitáveis à luz de qualquer padrão de sociedade, esses sim os verdadeiros crimes. E, no entanto, quem cometeu os verdadeiros crimes continua impune.
As Associações Académicas nada devem à JSD ou a qualquer outra organização partidária, devem sim aos estudantes uma representação à altura de todos os problemas que hoje vivemos.
A condenação de Manning a 136 anos de prisão e a perseguição internacional a Snowden mostram que o fantasma de Joseph McCarthy tem hoje muito mais força na Casa Branca do que o espírito de Martin Luther King.
De repente, cria-se um factóide em torno da ideia (falsa) de que um coletivo de juízes deliberou que o álcool pode melhorar a produtividade. Todavia, o que realmente importa é que esta sentença diz que uma empresa não pode despedir um trabalhador com base em informação ilegalmente obtida.
Quando achávamos que já tínhamos visto tudo do Paulo, que o seu contorcionismo já tinha batido todos os recordes, este nosso Ronaldo da ginástica política consegue sempre surpreender-nos.
“Um outro Mundo começa aqui” foi a frase que decidimos colocar na entrada do Acampamento, porque a génese do Liberdade é que se construa um mundo novo naqueles cinco dias e que essa vontade de mudar prevaleça quando voltarmos à nossa vida.
A reforma que o Governo quer do IRC constitui mais um elemento da política de transferência brutal de rendimentos do trabalho para o capital, que prejudica a economia, agrava o desemprego e aumenta a injustiça e as desigualdades sociais.