Cristina Andrade

Cristina Andrade

Dirigente do Bloco de Esquerda, deputada na Assembleia Municipal de Braga, ativista contra a precariedade

Antes do 25 de abril, por cada mil crianças nascidas, 38,9 nasciam sem vida ou morriam na primeira semana. Em cada cem mil partos, morriam 73 mulheres. Nascer no Serviço Nacional de Saúde é uma conquista gigante da democracia. Nunca como agora foi tão fundamental lutar por este direito. 

Pela segunda vez em menos de dez dias, a urgência de ginecologia/obstetrícia do Hospital de Braga encerrou. É fundamental enfrentar este problema com seriedade, dignificar as carreiras e os salários dos profissionais e reforçar o Serviço Nacional de Saúde. A gestão privada não é e nunca foi a solução. 

Está a decorrer, nos Estados Unidos, um julgamento que envolve duas figuras mediáticas: Johnny Depp e Amber Heard. Transmitido em direto, como se fosse um espetáculo, este processo deverá colocar-nos uma questão: por que razão optámos por não acreditar nas palavras da mulher?

O Bloco defende a regulamentação das medicinas não convencionais. Há doze anos, todos votaram a favor, inclusive no caso da homeopatia. Mas os governos resistiram a separar o trigo do joio.

São já mais de 100 mil as pessoas que trabalham no Estado e em IPSS sem salário ou direitos laborais.

De repente, cria-se um factóide em torno da ideia (falsa) de que um coletivo de juízes deliberou que o álcool pode melhorar a produtividade. Todavia, o que realmente importa é que esta sentença diz que uma empresa não pode despedir um trabalhador com base em informação ilegalmente obtida.

No mesmo dia em que se discutiu na AR a Lei Contra a Precariedade e em que o PSD e o CDS agradeciam a iniciativa dos cidadãos, o governo PSD/CDS publicou diversas medidas penalizadoras dos trabalhadores, entre as quais, se coloca a possibilidade de despedimento sem justa causa.

Eis que o Natal se aproxima e com ele as campanhas publicitárias das grandes superfícies que instigam em nós a obrigação moral de ajudar quem mais precisa. Podemos ajudar sem grande trabalho como se quer num mundo capitalista: basta comprar papel de embrulho ou um CD no supermercado mais próximo.

No próximo sábado, a contestação volta às ruas de todo o país. “Que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas” é o mote para uma manifestação onde a cultura se junta à resistência, com concertos de Camané, Deolinda, Dead Combo, A Naifa, Diabo a Sete, Peste e Sida, Janita Salomé, Brigada Vitor Jara ou Rádio Macau.

É urgente que o IPST generalize nas suas práticas o disposto na lei e, já agora, que equacione rever o protocolo inerente às dádivas de sangue, designadamente no que concerne às questões inerentes à vida sexual das/os dadoras/es, porque elas nada avaliam.