O Governo fez mal em publicar a proposta de orçamento com medidas que afetavam os trabalhadores independentes sem as explicar e dar conta dos impactos previstos.
Será já dia 24 de Outubro que o Parlamento português votará uma moção de censura proposta pelo CDS-PP liderado por Assunção Cristas. As grandes responsabilidades de Cristas em matéria florestal tornam este pedido de queda do governo numa espécie de paródia de regime.
A luta dos trabalhadores da Somincor tem como objetivo central a humanização dos horários de trabalho, para os dois grandes grupos de trabalhadores: os mineiros e os operadores de lavarias e adstritos.
O povo e o país precisam de respostas mais profundas e é preciso explicar porque é que quase tudo falhou e se gerou uma incapacidade de prestar socorro a quem dele tanto precisava.
As eleições de 1 de outubro de 2017 tiveram um efeito curioso, não permitiram que o Secretário-Geral do PCP fizesse o discurso da vitória, discurso que acontecia sempre, fossem bons ou maus os resultados.
No início da semana alastrou a ideia de que os trabalhadores a recibo verde tinham razões para estar furiosos com o Orçamento do Estado. Só que, na verdade, estávamos perante interpretações abusivas e fake news.
Se como aqueles que fizeram por estar à altura do que o momento exigia, ou aqueles que falharam quando os seus familiares, vizinhos e populações pediam muito mais e melhor?