O Bloco requereu a votação dos seus projetos sobre habitação para dia 18. O PS decidirá se vai contribuir para uma nova lei do arrendamento ou se contribui para o agravamento da crise no acesso à habitação.
A forma como se olha uma última vez para o lugar que estamos a deixar, não definirá o estado emocional que temos presente pela saída mas determina, certamente, a forma como o vamos carregar no futuro.
A precariedade é uma chaga social que assola, hoje, todo o país. Mas esta chaga não é sentida por todos da mesma maneira: para os patrões é um maná, para os trabalhadores um calvário.
Membros de topo do Governo desdobram-se em declarações, dizendo-se vítimas de ultimato por parte do Bloco. Não houve nem há ultimato. O que há é a exigência de ver cumpridos os compromissos assumidos pelo Governo.
A Esquerda nunca faltou à maioria para nenhum progresso nem nunca se pôs de lado de nenhum processo negocial. Resta saber se o PS pretende, em cada uma destas matérias, falar com a Esquerda ou faltar à Esquerda.
A Assembleia da República reprovou, na semana passada, um Projeto de Lei que pretendia proibir as touradas e todas as atividades causadoras de sofrimento aos animais para divertimento(?!) dos aficionados.
Os partidos de esquerda devem perceber que Santos Silva está a tentar atiçar um conflito para confirmar a sua estratégia pessoal e que a melhor forma de responder à diplomacia prussiana é mesmo trabalhar para um orçamento consistente.
Costa arrisca-se a deixar como legado um imenso “interior”, em parte povoado à força “pela pressão do mercado”, em parte sem vivalma, vagueando moribundo ao sabor do próximo que vier.
O grande silêncio do artigo de Aníbal Fernandes é quanto ao futuro. Ora, se o esquema não for revertido, a dimensão da desgraça para os consumidores pode rondar os 1000 milhões de euros.