Tinha os inimigos identificados ao escrever a frase-panfleto na guitarra. "Esta máquina mata fascistas", o seu instrumento passava a balear a seis cordas em 1941.
Há 40 milhões de votos sem candidato, é esta gente que tem de juntar-se e reclamar o seu Brasil, pôr uma cruz no nome de Haddad para não a pôr na campa de um país, da democracia.
Quando o problema da habitação em Lisboa precisa de soluções para ontem, ninguém pode fugir às suas responsabilidades, nem tão pouco se pode ter um discurso e praticar outro.
Com muita pompa e circunstância, foram inauguradas as novas instalações da "escola de negócios", perdão, New School of Business, sendo mais explícito (e em português ...) Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.
A chave desta eleição, e ainda mais no Brasil, é trazer a alegria para a rua. Como é preciso abrir uma página nova, mais vale então enfrentar a onça, romper com o passado e buscar essa confiança.
Na “nova economia” não há vencimentos fixos, horários, férias ou fins-de-semana. Trabalha-se sempre que há trabalho. Enquanto ainda há trabalho. Todos passamos a ser empresários de nós próprios.
Adicionar operações urbanísticas que favorecem a especulação imobiliária e criam fortunas de um dia para o outro é deitar gasolina no fogo. Os avisos de transparência e de prudência devem, pois, ser ouvidos.
Os seniores, na sua generalidade, supuseram que a saída da vida activa equivaleria a ter direito a um percurso tranquilo nessa fase adiantada das suas vidas. Supuseram mal. A tranquilidade não mora aqui. Aqui é o inexpectável, o abismo.