Nenhuma conciliação. O discurso de Bolsonaro na ONU passou por quase todos os temas gratos à extrema-direita neofascista. As afirmações sobre a Amazónia são falsas. E não faltou o elogio à ditadura militar brasileira (1964-1984). Discurso de fanático para deleitar fanáticos.
Caro Manuel Alegre, li com gosto a sua carta no Público. Sei que divulga em todas as eleições um manifesto de apoio ao seu partido e é justo que o faça. Mas, ao tomar-me como alvo, comete dois erros sobre os quais quero conversar consigo.
Em cada semana, uma nova notícia sobre o mesmo esbulho. Esta quarta-feira ficámos a saber da condenação e da multa da Autoridade da Concorrência (AdC) à EDP por abuso de posição dominante.
A Administração Trump manteve a aliança com a Arábia Saudita e, ao rasgar o acordo nuclear com o Irão, deu a entender qual seria o principal alvo na região. À beira da eleição presidencial, Trump não teve ainda a “sua guerra”.
O EIA (Estudo de Impacte Ambiental) não compara localizações para perceber qual é a melhor. Por que razão não o faz? Porque, provavelmente, o resultado chumbaria a opção Montijo.
Há quem ache que aquilo dos empecilhos era para a esquerda. Pois eu não acho. Acho mesmo que o que o Deputado Carlos Pereira quis vincar foi a necessidade de rutura do PS com velhas alianças fundas que orientaram governações anteriores para a direita.
Sempre que ouvir que uma questão é “demasiado séria” e requer uma união nacional, registe por favor que nada vai ser feito pelos demasiadistas para resolver o problema.
Social-democracia parece ter (re)entrado no vocabulário político do período pré-eleitoral. Não será muito interessante discutir a espuma das declarações, por muito risíveis que sejam como no caso de Marques Mendes, mas vale a pena precisar conceitos.