A crise pandémica do "coronavírus" ainda não atingiu o seu pico máximo, mas a perceção instalada na sociedade é de que o governo tardou em assumir um conjunto de medidas, nomeadamente medidas que têm a ver com a propagação da doença e que só agora começaram a ser assumidas.
Nunca nenhum de nós imaginou viver uma pandemia com estas proporções. Nunca nos passou pela cabeça ficar em casa por tempo indeterminado, restringir os nossos contactos sociais ao mínimo, ou aplaudir da janela os profissionais no SNS.
Serão os advogados imunes ao COVID-19? Esta será a única explicação para que as respostas sociais que foram adotadas para estes tempos de incerteza, não cheguem aos advogados e solicitadores.
Não dispensaremos nenhuma das responsabilidades constitucionais na fiscalização da sua aplicação e da ação do Governo nesta crise. Nos momentos difíceis, a democracia tem de estar à altura das exigências.
No Estado Espanhol, aqui ao lado, foi decretado, há 2 dias, que as instalações e recursos do setor privado passam a estar à disposição das instituições públicas. Portugal tem de fazer o mesmo e não ir pelo caminho do Reino Unido.
O que podemos fazer para controlar e diminuir o impacto desta nova doença? Parece simplista, mas algumas medidas fáceis e baratas de implementar podem fazer a diferença. Comecemos pelo mais básico: higiene das mãos!
Vivemos uma situação inédita na nossa democracia. Precisamos da maior resposta social de sempre da cidade de Lisboa. Para grandes males, grandes respostas sociais.
O momento que vivemos é de emergência. As consequências da crise epidemiológica far-se-ão sentir na economia de forma pesada. Mas o modo como isso vai acontecer depende do que fizermos e de como nos organizarmos para o futuro.
A luta pela justiça climática não pode parar porque os efeitos da crise climática não param. Esta luta terá de intensificar-se, porque a chantagem dos próximos tempos será monumental.
Este é o tempo de toda a determinação e de todo o rigor. Diante do alastrar exponencial do vírus, não faz sentido discutir a emergência e a necessidade de se tomarem decisões de exceção.