A UNESCO estima que 82,5% dos estudantes do mundo estejam sem aulas, o que representa desafios inimagináveis para os países. A médio prazo, o agravamento das desigualdades sociais; a curto prazo, a dúvida sobre a conclusão do ano letivo.
Não se pode perdoar a negligência (e deve ser investigada a atuação da administração do SAMS que poderá ter levado à infeção de várias pessoas) e não se pode admitir que os privados se retirem do terreno.
A preocupação, a desconfiança e o medo são agora a norma. Mas também o são a solidariedade, a entrega, a entreajuda, a coragem e o sentido de união. De repente, sentimentos e comportamentos tantas vezes tão antagónicos coexistem como duas faces da mesma moeda.
Vivemos tempos excecionais, que exigem de todos nós um esforço sem paralelo. De forma a evitar o pior cenário relacionado com a pandemia COVID-19, é necessário agir de forma unida e solidária.
Iniciou-se a 26 de março o designado período de mitigação do COVID-19, período de elevada exigência para todas e todos, com particular relevância, perdoem-me o viés, para as/os profissionais de saúde de todos os estabelecimentos de saúde.
Por este país fora, vemos grandes empresas a despedir trabalhadores de uma forma completamente desumana. É necessário que o Estado intervenha e garanta que os direitos desses trabalhadores sejam salvaguardados e que ninguém fique para trás.
Os coronabonds são necessários e o Conselho Europeu e o BCE não terão alternativa melhor que seja imediatamente viável. Podem fazer deles uma solução ou uma bomba de pavio curto.
Saíram os decretos aprovados ontem no Conselho de Ministros, que podem encontrar-se em dre.pt O que chamar a esta “versão portuguesa da proibição de despedimento” se não um indulto a quem já despediu e um convite a quem ainda queira fazê-lo?
O panorama em junho pode ser imprevisivelmente desolador: pequenos comércios que não voltam a abrir, milhares de desempregados, centenas de milhares de créditos incumpridos, insolvências, despejos, famílias destroçadas, vidas arruinadas.