A chantagem na praça pública chegou como moda de outono. O cair das folhas acontece ao som das ameaças de instabilidade e crise política que, tendo começado no Governo, ecoam também por Belém.
É duvidoso que algum eleitor indeciso tenha ficado esclarecido ou sido arrebatado por algum dos candidatos e, no entanto, parece que ficou tudo dito. Porque entre tanto ruído o mais perigoso é o que Trump quis que fosse audível, e nisso ele não se engana...
Há mais um processo de divisão em duas internets: na China, Facebook e Google são barrados. Se Trump se impuser, as empresas chinesas serão barradas no ocidente.
Infelizmente, o Plano Costa Silva nada refere sobre a eliminação das taxas de portagens nas antigas SCUT. Assim sendo, as assimetrias e as desigualdades regionais irão prevalecer por muitos anos e, até agravar-se.
Colocar no mesmo saco cortes de cabelo, roupa desportiva e suásticas é tratar da mesma forma aquilo que é incomparável. É não perceber que umas dizem respeito à imagem do próprio e outras dizem respeito a terceiros.
Creio que ninguém duvidará que o mundo digital é hoje fulcral para as actuais sociedades e crucial para o desenvolvimento de um melhor futuro. Assim creio ser fundamental perceber de quem o mundo está dependente em termos geopolíticos e económicos para as suas necessidades digitais.
Em março, o Bloco lançou o despedimentos.pt, um site para a denúncia de despedimentos e abusos laborais. Até hoje, recebemos 1382 denúncias, correspondentes ao universo de 145 mil trabalhadores, de todos os distritos do país e quase todos os setores de atividade.
A eleição dos presidentes e vices das CCDR, a realizar a 13 de outubro, merece da parte do Bloco de Esquerda críticas contundentes ao fundamento e ao processo.
Uma ideia deslumbra PS e PSD: o Projeto Tejo – uma espécie de Alqueva para o Vale do Tejo e Oeste que prevê a construção de barragens, açudes e outras barreiras ao longo do curso do rio e afluentes.
A recusa em aceitar a realidade é um ponto de partida para a mentira, uma espécie de "pole position" forçada para impedir, por todos os meios, que quem vem atrás passe para a frente, ultrapasse. Chama-se, vulgarmente, batota.
O período de confinamento a que estivemos todos sujeitos (incluindo a comunidade académica) podia e devia ter servido de alarme para o ano letivo que agora inicia ter sido preparado com outra prudência e antecipação. Da parte do Governo, foi uma oportunidade perdida.