O Orçamento de Estado para o próximo ano, da responsabilidade do Governo PS, não responde às necessidades do país e, muito menos, no combate com êxito à pandemia da Covid 19.
No debate de um Orçamento os números têm de confirmar as afirmações políticas. Este orçamento não bate certo com os anúncios do Governo e menos ainda com as necessidades do SNS.
Foram anunciados passos para concretização de investimento na compra de material circulante e na melhoria da infraestrutura da linha de Sintra. Uma excelente notícia que é ensombrada com a perspetiva de um condicionamento.
As eurocidades foram criadas para encontrar formas de promover os serviços e as políticas comuns em áreas como a cultura, turismo, comércio, educação, investigação e política social, mas hoje em dia estão focadas praticamente só no turismo.
Listen, da Ana Rocha de Sousa, filma o desapiedado cumprimento das formalidades pela Segurança Social britânica que vitimam uma família de emigrantes portugueses a quem os filhos acabam por ser retirados.
É mais fácil dizer que fazer, ou outros adágios. As negociações do Governo tendo em vista a aprovação à esquerda do OE21 têm sido um simulacro de negociação por parte do PS.
O governo anda aos papéis com a contratação dos médicos. Antes da pandemia prometeu mais de 8.000 profissionais da saúde em 2020. Chegamos a Novembro e temos menos médicos no SNS.
Bastam 5 minutos na página da Câmara Municipal de Matosinhos para compreender a estratégia montada pela autarquia para a população em situação de sem-abrigo. Simplesmente, não existe.
Quando levamos às conversas com o governo a necessidade de pensar de forma mais abrangente a saúde, foi com a consciência que a espinha dorsal do SNS são os seus profissionais.
Após meses de impasse, o Governo não cedeu um milímetro na legislação do trabalho, que continua essencialmente como Passos a deixou. Nem muito nem pouco. Zero. Pode haver uma política de esquerda que não proteja o trabalho?
A declaração de inconstitucionalidade da Lei das Rendas tem de ter efeitos concretos. A lei tem de ser alterada imediatamente e o Estado tem de compensar as pessoas que perderam com a aplicação de uma lei injusta e inconstitucional. É assim num Estado de direito.
O espírito crítico que compõem a missão universitária tem hoje duas grandes tarefas: não negar a evidência científica sobre a Covid19 e combater o discurso mesquinho da responsabilidade individual enquanto alfa & ómega do aumento do número de contagiados.