A crise pandémica está a criar graves dificuldades financeiras a centenas de associações juvenis em Portugal. As mais de mil associações que compõem o panorama nacional nesta área correspondem a cerca de mil e quinhentos postos de trabalho diretos.
A vida não parou e mesmo no meio da tempestade há bailes que continuam. É o caso da construção da incineradora de São Miguel, um baile que começou em 2010, sendo que os ensaios remontam a tempos ainda mais antigos.
Os heróis representam-nos. São a glorificação do nosso bem maior, do que temos de melhor, o orgulho que podemos lançar como carta afectiva. É também por isso que representar Marcelino da Mata como herói é um vexame nacional e diz bem da nossa (não) relação com a História.
É necessário, em ano de eleições autárquicas, questionar, repensar e propor novas formas de governação das autarquias locais, que numa excessiva quantidade de casos devem ser alteradas no sentido de uma maior democratização e transparência.
“Os portugueses foram “vítimas” ou “cúmplices” da PIDE?” O que há dizer sobre este título de um artigo do Público - P2, 14.2.2021 da autoria de Duncan Simpson?
As frases de 2011, que eram discriminatórias e ofensivas enquanto proferidas por um professor de direito, assumem outra dimensão quando são perpetuadas pelo presidente do Tribunal Constitucional. Se não se retratar, Caupers afirma a manutenção de uma visão homofóbica da sociedade.
O passado colonial português é ainda hoje uma cortina de fumo, um quase tabu, um não assunto. É a velha estratégia de pôr uma pedra no assunto e organizar publicamente o esquecimento. A Câmara Municipal do Porto decidiu associar-se recentemente a esta estratégia.
Todos sabem que o Primeiro-Ministro é uma coisa e o Ministério das Finanças é outra. Na realidade, quem manda nisto tudo é o ministro das Finanças. Não este que está agora na cadeira das Finanças, mas o outro, aquele que foi para Governador do Banco de Portugal.
As casas reais são incompatíveis com a democracia porque estão acima dela, os únicos a quem está prometida impunidade por crimes cometidos contra o povo e cuja manutenção do privilégio justifica perseguições e censuras que nunca serão aceitáveis em regimes em que a chefia do Estado é eleita democraticamente.