O caso da descentralização de competência em Educação para os municípios. Um dos melhores exemplos dessa polissemia e da manipulação dos conceitos e do seu sentido é o que está a acontecer com a anunciada “descentralização de competências”, nomeadamente no que à Educação diz respeito.
Alguns dos mais poderosos novos barões do país estão a ocupar a praça pública com as suas exigências, de um modo que tem sido incomum nas últimas décadas.
Vem esta reflexão atrelada ao facto de ter concluído a formação de uma turma do ensino profissional que acompanhei do 10º ao 12º ano. Chegando ao fim deste ciclo, pergunto-me: o que fiz eu que fosse mensurável, que se possa quantificar, que objetivamente tenha feito a diferença?
Foi trazido a público que as mulheres que trabalham nesta empresa, em Rabo de Peixe, não têm possibilidade de progressão na carreira profissional de manipuladora. Isto, claramente, significa a desvalorização profissional.
Um qualquer aluno saído de uma escola de jornalismo, a iniciar carreira, terá (infelizmente) de fazer algumas cedências no actual quadro e enquadramento laboral, mas alguém com um passado deste, não devia, nem podia, ceder ao momento.
Elisa Ferreira será a mais consistente das escolhas indicadas por Portugal para a Comissão Europeia, mas, mesmo assim, a sua recente entrevista passou despercebida. Pouca gente a quer ouvir. No entanto, o que disse é um alerta solene: os fundos europeus vão acabar.
A Graciosa faz jus ao nome que lhe foi atribuído! Uma ilha pequena em tamanho, mas grande na sua graciosidade. De boas gentes! Boa mesa! Excelente oferta de zonas balneares! No entanto, esta ilha padece de males vários, tal como as restantes ilhas mais pequenas da nossa região.
Mesmo o branqueamento da propaganda não consegue esconder uma região em perigo, uma terra onde os processos acelerados de destruição ambiental servem apenas o lucro, deixando para trás a degradação social, a precarização do trabalho e os restos de uma natureza outrora paradisíaca.
A viragem à direita do Governo Costa, sobretudo a maioria absoluta que festejou em janeiro, tem sido particularmente visível no domínio da lei laboral.
O debate sobre os 50 anos do 25 de Abril e daquilo que ele representa hoje é bastante importante. Abril fez-se e faz-se para combater o conservadorismo que teima em querer calar-nos e levar-nos para outros tempos.
Paremos de centrar a conversa em queixas infundadas do comentariado branco e conservador. Está na hora de falar sobre as civilizações que a colonização europeia apagou e exterminou da face da terra e cujos vestígios quer hoje tornar em mercadorias.