Nas entrevistas que tem dado, o Ministro da Cultura declara que tem reflectido muitíssimo sobre os destinos da Cultura. Também andou pelo país e está a ler a biografia do Pessoa. E então?
O futuro do Brasil é incerto, mas dificilmente será pior do que o passado recente destes últimos quatro anos que provocaram uma espécie de lobotomia evangélica a uma pequena parte, ainda assim, dos 58 milhões de votantes em Jair Bolsonaro.
45 dias foram suficientes para desmontar a propaganda liberal no Reino Unido, que em jeito kamikaze acabou por ter impacto na Iniciativa Liberal em Portugal.
Submetendo a Europa e, em particular, reduzindo a Alemanha a uma nova forma de dependência energética, os EUA usam o poder imenso do banco central que financia a sua dívida gigantesca.
Quem pensa com base nas narrativas da extrema-direita brasileira perde facilmente o fio democrático da discussão. É o que sucede a tantas figuras da direita, que hesitam em reconhecer o óbvio. E explica o sonoro silêncio da Iniciativa Liberal.
Acredito que chegará o dia em que as pessoas deixem de ser penalizadas pela fraca resposta no SRS, pela incapacidade de chegar a todas e a todos. O dia da eliminação total das taxas moderadoras chegará.
Usada como moeda de troca para obter apoio político de um partido sem expressão, a ausência total de estratégia para o setor e uma visão conservadora e economicista da arte e da cultura ignoram abertamente o seu potencial tranformador e a importância que a mesma tem para o desenvolvimento.
Giorgia Meloni não serve à maioria das mulheres. Porque já é e será o movimento feminista um dos maiores opositores aos governos de extrema-direita que agora renascem um pouco pelo mundo fora, como sempre o foi.
A Agenda para o desenvolvimento sustentável da ONU 2030 (ODS) propõe diversos objetivos que, no panorama atual, são impensáveis de atingir. O acordo dos ODS em 2015 ficará para história, mas como um fracasso.
Não admira que o dono de uma empresa com centenas de trabalhadores defenda estas posições. O estranho é que as tenha querido fazer passar como representando os interesses dos “estafetas”.
O que apresenta a coligação que governa atualmente os Açores como grande medida de “apoio à natalidade”? Um cheque de 1500 euros a atribuir a apenas 27% da população por cada filho para ser consumido nas farmácias.