À medida que os Estados Unidos se ligam cada vez mais ao projeto de Israel de desmantelar a soberania dos seus vizinhos, a política dos EUA torna-se cada vez mais niilista, como se o alcance do seu poder militar e a sua imunidade imaginária contra repercussões lhe dessem licença para destruir e desestabilizar à vontade.
Governo alemão aprovou uma lei que obriga os jovens de 18 anos a responder a um questionário sobre a sua aptidão e motivação para o serviço militar. Objetivo é recrutar mais 80 mil soldados.
Meses após proclamar uma “vitória histórica”, Israel embarca numa nova ofensiva contra o Irão — e o ritual de eliminação da dissidência política recomeça.
A transição para o que por conveniência se chama de “trumpização”, isto é, uma forma extraordinária de mentir, de distorcer e de fabricar, é total e capturou toda a paisagem política e mediática em França.
Trump teme o colapso do regime e a instabilidade regional que isso criaria. Pelo contrário, Israel favorece esse colapso, que se alinha com a sua estratégia de longa data para o Médio Oriente.
O partido Tudeh, que atua na clandestinidade e no exílio, reagiu à morte de Khamenei e de outros dirigentes do regime com a esperança de que isso possa abrir caminho a um futuro de liberdade e justiça.
A lutar pela sobrevivência, o Irão dará a Israel a guerra regional que este tanto deseja. Má-fé dos EUA nas negociações afastou a possibilidade de uma rápida desaceleração da guerra.
A Turquia, membro da NATO, encara com crescente apreensão a agressão militar dos EUA e Israel ao seu rival regional. A diplomacia de Ancara insiste em assumir a função de mediador, mas os riscos securitários poderão sugerir outras opções.
Governo espanhol condenou ataque ao Irão e recusa que as suas bases militares sejam usadas para esse fim. Uma dezena de aviões-cisterna foram transferidos para bases dos EUA em França e na Alemanha.
Em Washington, o discurso muitas vezes reduz o Irão a duas caricaturas: a elite governante em Teerão e os exilados que prometem que a pressão e a guerra trarão uma mudança de regime. Mas dentro do país, sempre existiu uma terceira corrente.
Os navios que cruzam o Estreito de Ormuz transportam cerca de um quinto do abastecimento global de petróleo. Além disso, um terço do comércio mundial de fertilizantes passa pelo estreito.
Os Estados Unidos estão a atacar o Irão porque Donald Trump estava determinado a arrastar-nos para a guerra a qualquer custo — e apesar de repetidamente insistir que faria exatamente o oposto.
180 intelectuais franceses, entre eles a Nobel da Literatura Annie Ernaux, denunciam a instrumentalização da morte de Quentin Deranque pela extrema direita, pela direita, pelo governo e pelos meios de comunicação dominantes.
Trump promete aniquilar as forças militares iranianas e destruir o seu programa nuclear. Irão respondeu com ataques a Israel e bases militares dos EUA na região.
A Comissão Europeia confirmou que os fundos da UE podem ser utilizados para garantir o acesso a serviços de aborto seguros, especialmente para mulheres em situações vulneráveis, independentemente da sua origem na Europa. Mas recusou criar um mecanismo financeiro próprio para esse fim.