Cultura

Se ainda há dias pairavam no ar as listas com o elenco dos melhores filmes do ano, a estreia de Folhas Caídas logo nas primeiras semanas eleva a fasquia para um grau de exigência invulgar. Por Paulo Portugal.

Corpo do ator, encenador, escritor e professor estará, no dia 11, quinta-feira, entre as 16h e as 23h, e no dia 12, sexta-feira, entre as 10h e as 12h, em urna fechada, na Sala Ecuménica do Cemitério de Carnide. A família comunicou que, em cumprimento da sua vontade, não haverá funeral.

É preciso compreender bem até que ponto o Instituto de Frankfurt condensou a revolução conselhista à escala internacional, numa altura em que Berlim era o segundo centro da revolução mundial, a seguir a Moscovo, enquanto a revolução asiática estava ainda nos seus primórdios. Por Alexander Neumann.

Anos de estudos mostraram o crescimento de uma crise de solidão na sociedade, muito antes da Covid-19. O problema não é a rede social, a cultura popular ou a vida na cidade – é o capitalismo. Por Colette Shade.

A grande estreia da semana nas salas de cinema é uma entrega firme aos códigos da intriga de tribunal. Algo singular num país onde não abundam muitos exemplos dignos de nota. Por Paulo Portugal.

Como jornalista, Maria Lamas salientou-se na defesa da igualdade de género em Portugal. Aqui se recorda a sua conferência sobre o papel das mulheres na História e o seu papel na campanha presidencial de Norton de Matos na qual incentivou as mulheres a lutar pela sua liberdade. Por Luís Carvalho.

Quando os ideólogos do capitalismo celebravam “vitória”, ele viu o declínio do sistema. E anteviu: virão décadas turbulentas e perigosas, nada está decidido. A sua teoria é crucial para a luta por um futuro de igualdade e desalienação. Por Gregory P. Williams.

Alexander Bogdanov desempenhou um papel fundamental no movimento socialista da Rússia nos anos que antecederam a revolução de 1917. Foi também um pensador extraordinariamente criativo que escreveu um romance de ficção científica sobre uma civilização socialista em Marte. Por James D. White.

O filósofo marxista francês, em entrevista à Jacobin, defende que é essencial que os socialistas resgatem a liberdade e a democracia das mãos da direita.

As grandes empresas há muito que mercantilizam o nosso tempo, imiscuindo-se em cada ato diante dos ecrãs telas. Há aí um sequestro: a energia psíquica para refletir sobre o mundo dissolve-se em infinitos chamarizes ao consumo obsessivo e à dispersão. Por Ladislau Dowbor.

Livro Os Telefones Têm Ouvidos, de Alfredo Caldeira e António Possidónio Roberto, revela que a polícia política do regime deu por terminadas, no dia 3 de dezembro de 1973, as escutas a unidades militares e oficiais. Ainda está por esclarecer o que esteve na origem desta decisão.

A comissão parlamentar de Cultura aprovou o texto final que volta a estabelecer os 30% de quota mínima. Proposta foi apresentada pelo Bloco em março, depois de o ministro da Cultura ter baixado aquele limite para os 25%.

Estreia esta quinta-feira nas salas portuguesas este filme que parte de um guião feito de centenas de horas de análise de documentos e entrevistas com refugiados, residentes próximos da fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, bem como depoimentos anónimos de guardas fronteiriços. Por Paulo Portugal.

José Smith Vargas acaba de lançar Vale dos Vencidos, livro de estreia. Neste romance gráfico, conta o início do processo de gentrificação da zona da Mouraria, em Lisboa, no ambiente social dos anos da troika. Entrevista de Jorge Costa.

A artista plástica celebrava este ano 70 anos de idade e 50 de carreira. Resistente anti-fascista, ativista feminista, dinamizadora cultural, combateu sempre a injustiça social e celebrou o vermelho e feminino.