O ministro da Educação confirmou à comunicação social o apagão total na carreira dos professores. No dia seguinte, António Costa desmentiu o ministro e explicou que se tratava de uma tática negocial.
Se me pergunta se o Governo está a provocar crises e crispações, a resposta é sim. Está, sabe o que faz e é mesmo isso que quer. É uma estratégia e está a ser seguida meticulosamente.
António Costa abriu o Congresso a puxar pelos galões de Esquerda do PS e fechou-o jurando combater a precariedade. Dois dias depois era apresentado um acordo com os patrões que deixa quase tudo na mesma na legislação laboral.
Se de facto o Governo quer levar a sério o que escreveu no seu próprio programa – a cultura é “um pilar essencial da Democracia, da identidade nacional, da inovação e do desenvolvimento sustentado” – tem de arrepiar caminho.
Matosinhos reencontrou no mar a sua vocação agora está confrontado com interesses económicos que que mais uma vez lhe querem mudar o rumo, mudar a paisagem, mudar o destino.
Haverá disponibilidade de dinheiro para financiar exércitos reforçados e para aventuras militaristas. Mas já não haverá para agricultores, cujo labor coloca a comida no prato dos portugueses.