O que se visa aqui relevar é, no enquadramento geral do papel que a comunicação social (e muito especialmente a televisão) pode (deve) ter quanto às questões do (e no) Trabalho, a forma como, em regra, trata os acidentes de trabalho.
As forças mais reacionárias dos dias de hoje, os portadores do ódio contra as mulheres, contra os migrantes e contra os direitos sociais, são precisamente os mais liberais na economia.
Não há quem não tenha ficado chocado com o bebé recém-nascido encontrado num contentor em Lisboa. Seguimos as notícias e foi uma alegria saber como aquele pequeno ser conseguiu resistir às adversidades e se encontra de boa saúde.
Se o funcionamento “normal” já é um exercício de gestão de crise, a rutura está mesmo ao virar da esquina, para desespero de pais, alunos, diretores e trabalhadores.
As evidências da necessidade de um processo de regionalização administrativa em Portugal que conduza a regiões com autonomia de decisão e meios para promover o adequado desenvolvimento aumentam a cada dia que passa.
Todos os dias chegam notícias de escolas fechadas, escolas que encerram mais cedo ou em que os serviços funcionam a meio gás, sem bar, biblioteca ou pavilhão desportivo.
Esta semana, o Serviço de Monitorização da Atmosfera Copernicus, através das medições de concentração de ozono realizadas pela missão Copernicus Sentinel da Agência Espacial Europeia, anunciou que o buraco de ozono está a recuperar a uma taxa de 1% a 3% por década.
Por isso lhe chamamos política de rendimentos. Obedece a uma estratégia, mantém um rumo, procura um equilíbrio, salvaguarda coerência, não deixa ninguém para trás. Corresponde a um sentimento e necessidade de justiça profundos tantas vezes abafados.
A diferença, talvez a única, dos escândalos financeiros recentes em relação ao que se passava há uns anos é que agora não escandalizam, são o nosso normal.
Nos territórios onde o grupo hoteleiro português Vila Galé pretende instalar o resort vivem há mais de 400 anos os Tupinambá. Os episódios que precederam o anúncio deste “investimento” são obscenos.
Que a deficiência é causa de discriminações e de negação de direitos é uma evidência. Esse é um sinal de atavismo da sociedade e de continuada desatenção dos poderes.