Opinião

José Soeiro

Subscrevemos o que dizia o ex-Ministro em 2019. O fim dos casos de dupla penalização que ainda persistem é o que propusemos agora.

O Governo pede à Esquerda que aceite a inevitabilidade da permanência das leis da troika no país. Em troca, oferece apenas intransigência e a ameaça de uma crise política.

Isabel Pires

A crise energética exige uma resposta dupla: contenção dos preços que comprimem ainda mais os salários baixos e transição energética que diminua a dependência da energia fóssil e baixe o consumo de energia. É a esta resposta que o Governo falta.

Moisés Ferreira

O Governo tem dito e repetido que o Orçamento que propôs é um bom orçamento. A narrativa tem apenas um problema: é que tirando o Governo (e, claro, o PS) ninguém partilha da mesma. Na Saúde, a desilusão é geral. E não é para menos.

Francisco Louçã

Em nome do défice, o investimento deve reduzir-se, os salários devem ser condenados a perder poder de compra e o SNS deve continuar preso na impossibilidade de contratar médicos. Já vimos isto: chamou-se troika e prometeu que, se empobrecêssemos, seríamos mais felizes.

Tomás Nery

As condições objetivas dos jovens que pretendem ingressar no Ensino Superior mantêm-se inalteradas. Apesar dos sucessivos esforços da esquerda, a aliança ideológica entre o PS e a direita tem vindo a servir de travão a novas políticas transformadoras.

Miguel Guedes

Se António Costa conta e o Governo confere, o PS duvida. Num regime presidencialista, não haveria contas a fazer, quando muito a ajustar.

Pedro Filipe Soares

Muitas das reticências e desacordos entre o Governo e os partidos à esquerda radicam na submissão a uma agenda que não tem legitimidade democrática nem legal.

Francisco Louçã

Várias promessas de apoios sociais feitas pelo Governo em 2020 não foram concretizadas, ou foram atrasadas, ou foram mergulhadas em teias burocráticas intransponíveis.

Joana Mortágua

Utilizado enquanto metáfora para a nulidade alheia, o termo é ofensivo e deve ser evitado, mas quando falamos de rubricas orçamentais reflete apenas a verdade matemática. Na corrida para o 1% do PIB, a cultura não sai da cepa torta. É esse o valor do zero à esquerda da vírgula.

José Soeiro

Há uma grande confusão sobre este tema e o “nome da coisa” não ajuda. O que é então, o “fator de sustentabilidade” que existe? Acabar com ele é razoável?

Sem ganhos de causa em matérias fundamentais, como as leis do trabalho ou as regras de organização do SNS, e perante um Orçamento tão poucochinho, António Costa conta apenas com a ameaça da crise política para tentar chantagear o Bloco e o PCP.