O antigo Café Rialto é hoje uma loja. A enorme pintura mural Síntese da História, de Abel Salazar, foi totalmente coberta com uma parede que permitiu colocar mais umas quantas prateleiras.
Não se entende toda esta negligência, resultante da falta de investimento, por parte do Governo Regional quando pretende afirmar a nossa região no setor do turismo de cruzeiros e nem condições para embarque e desembarque de passeiros tem nas ilhas do Grupo Ocidental.
A convicção de que se pode desaparecer da zona de guerra com um acordo invisível foi o pior negócio da vida de Prigozhin. As palavras de Putin assentam-lhe como uma luva.
Um governo de esquerda teria certamente de enfrentar a hostilidade presidencial de Marcelo, o lóbi dos proprietários e a barragem comunicacional sobre a “propriedade”, mas faria o oposto, nos conteúdos, do que o PS propõe com este programa.
A 3 de abril foram aprovadas alterações ao Código de Trabalho. A nova versão conta agora com elementos relativos à utilização da inteligência artificial em ambientes de trabalho. Algumas implicações vão ser decisivas para as organizações representativas dos trabalhadores.
A JMJ 2023 só tem um problema: é que, ao contrário das JMJ em Espanha, onde os contribuintes não pagaram nada, em Portugal, o custo para o Estado e as autarquias envolvidas já vai em 80 milhões (tanto como o que a Igreja diz ter gasto).
Javier Milei é o surpreendente vencedor das eleições primárias argentinas. No estilo, é uma imitação superlativa de Trump e Bolsonaro. No conteúdo, é portador de um liberalismo arrasador.
O mal de certas palavras é que não dizem nada. São moles, viscosas e esquivas. Ou pior: dizem sem dizer. Atentemos na palavra “exclusão”. Acrescentemos-lhe o epíteto: “social”. O que quer dizer?
Bolieiro afirmou em março de 2021 que iria reduzir “progressivamente o seu subfinanciamento crónico” da saúde. Pouco mais de dois anos depois o subfinanciamento continua, e em força para prejuízo de quem precisa de um SRS que garanta o melhor acesso à saúde!
Se fossem só os gastos de dinheiros públicos ao almoço que nos suscitam dúvidas, a situação seria bem menos grave. O facto é que na gestão do executivo de Isaltino Morais temos inúmeros exemplos cuja legalidade, e sobretudo cuja ética, é questionável.
Uma 1.ª lição a retirar das eleições no país vizinho é que quem governa acaba por assumir alguma vantagem, colocando-se na dianteira e instrumentalizando os órgãos da propaganda ao serviço da máquina governamental.