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STCP/Metro do Porto: Ajuste direto “é uma negociata sem nome”

Os candidatos do Bloco pelo círculo do Porto encontraram-se esta sexta-feira com representantes dos trabalhadores das empresas de transportes públicos que o governo privatizou menos de 24 horas após receber as propostas. #Legislativas2015 #Bloco2015
José Soeiro e Catarina Martins a caminho do encontro com os trabalhadores da STCP e Metro do Porto. Foto Paulete Matos

"Um ajuste direto que tem como único critério o preço oferecido pela empresa é algo de completamente inenarrável, não há obrigações de investimento, não há obrigações sobre motoristas, não há obrigações sobre autocarros e carruagens, não há nada", afirmou Catarina Martins durante o encontro com trabalhadores do Metro do Porto e STCP.

O secretário de Estado Sérgio Monteiro anunciou na manhã de sexta-feira as empresas escolhidas com base nas propostas entregues às 17h da véspera. A francesa Transdev recebe o Metro do Porto e a espanhola Alsa fica com a STCP, anunciou o governo.  

Catarina Martins e José Soeiro com trabalhadores da STCP e Metro do Porto.

Catarina Martins e José Soeiro com trabalhadores da STCP e Metro do Porto. Foto Paulete Matos

Para a porta-voz do Bloco, ”estamos a falar de um negócio que é ruinoso, desastroso e que tem tudo para ser obscuro, não é sequer um concurso público, é um ajuste direto”.

“Alguém consegue conceber alguma coisa mais obscura e estranha do que um governo fazer um ajuste direto de empresas que valem milhões a um mês das eleições?”, questionou Catarina Martins, concluindo que a operação realizada à pressa pelo governo “não tem ponta por onde se pegue: é uma negociata sem nome e que tem de ser travada”.

Esta semana, deputados municipais bloquistas da Área Metropolitana do Porto e trabalhadores dos transportes públicos entregaram no Tribunal Administrativo e Fiscal uma providência cautelar para travar a subconcessão da STCP.

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