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Iniciativa contra privatização dos transportes do Porto junta mais de 500 pessoas

Manifestantes pediram a anulação da concessão por ajuste direto da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto e Metro do Porto e clamaram pela demissão do governo, acusado de querer “privatizar tudo o que diz respeito a serviços públicos essenciais, custe o que custar”.

“Este processo vai prejudicar, e muito, os utentes dos transportes públicos”, alertou o porta-voz do movimento de cidadãos "Contra a privatização dos transportes do Porto”, responsável pela organização do cordão humano que teve lugar na estação de metro da Trindade, no Porto.

Em declarações à agência Lusa, Gonçalo Vaz de Carvalho lembrou que está a decorrer uma petição pública online contra a subconcessão, que será entregue ao Ministério da Economia e à Secretaria de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações. 

Já o coordenador da Comissão de Trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), Pedro Silva, assinalou que o processo está a ditar o “colapso total” da empresa. 

O representante dos trabalhadores lembrou que, atualmente, 30% dos serviços não se efectuam, denunciando a falta de efetivos como o principal problema,

“Quando o horário de inverno entrar em vigor, mais de 50% dos serviços não serão feitos porque os novos motoristas contratados ainda estarão em formação”, frisou.

Caso o governo não recue, Pedro Silva garantiu que existirão novas formas de luta, na medida em que “é o interesse público que está em causa”. 

Por seu lado, o coordenador da direção regional do Porto do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF) afirmou que a concessão da STCP e Metro é um “erro histórico”.

“Não há aqui nenhum benefício para os trabalhadores e para os utentes”, vincou Paulo Milheiro, defendendo que o governo está “obcecado pelas privatizações”. 

“A decisão do atual Governo de concessionar a Metro e a STCP com a máxima urgência é bem demonstrativa da sua ânsia de privatizar tudo o que diz respeito a serviços públicos essenciais, custe o que custar”, salientou Sara Santos, dirigente do Grupo de Utentes de Transportes Públicos de Passageiros do Porto. 

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