Na noite de sexta-feira, Catarina Martins assistiu ao concerto de Ano Novo da Academia Almadense. À entrada, disse aos jornalistas que quis destacar o exemplo de uma coletividade “que todos os dias mexe com tanta gente, pessoas que têm aqui o usufruto da Cultura e do Desporto”.
Presidenciais
Para os candidatos da direita, “os meios justificam os fins” de Trump na Venezuela
“Numa altura em que há quem nos tente dividir”, esta força do associativismo, da Cultura, do Desporto, a juntar pessoas numa comunidade, é fundamental”, afirmou a candidata.
Questionada pelos jornalistas sobre temas da atualidade, como o encontro entre Santana Lopes e António José Seguro - em que o ex-líder do PSD disse que “a Presidência ficará bem entregue” ao ex-líder do PS -, Catarina começou por registar “a diferença entre o campo político que eu represento e o que representa Santana Lopes ou pessoas como Santana Lopes que dizem que se sentem tão confortáveis com António José Seguro na Presidência”.
“Ainda bem que há esquerda nesta campanha e que está cá quem possa falar no concreto sobre a saúde, sobre o trabalho e as crises do país. É natural que apoios como o de Santana Lopes na minha candidatura não existam, estou muito confortável sobre isso”, afirmou a candidata.
Ainda sobre o candidato apoiado pelo PS, os jornalistas quiseram saber o que Catarina pensava sobre as declarações de Seguro sobre a lei que instituiu as quotas, quando disse que não se deviam “eternizar”. Ressalvando que não tinha ouvido as palavras do candidato, Catarina lembrou que “nas últimas eleições a presença das mulheres tem diminuído” e que por isso “é muito preocupante que alguém ache que está tudo feito quando as mulheres em Portugal continuam a ganhar menos salário, quando estudam mais a diferença salarial ainda é maior, continuam a ser mais vítimas de violência e continuam menos representadas ano poder político”.
EUA
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Branko Marcetic
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Ao pedido de reação aos acontecimentos nos EUA, onde à mesma hora em Minneapolis se realizava uma grande manifestação contra o assassinato de uma mulher por agentes do ICE - a força policial que se tem destacado por cumprir as ordens de Trump para perseguir imigrantes - Catarina respondeu que “o que está a acontecer nos EUA deve-nos alertar para o que é o caminho da política da xenofobia: começam a perseguir imigrantes e acabam a matar a tiro uma mulher que está na sua vida, no seu país, e a desculparem-se dessa enorme violência e crueldade”.
“O caminho da política do ódio é sempre um caminho em que todos somos vítimas, não se fica pelos imigrantes, atinge toda a gente”, avisou Catarina.