Depois de uma primeira leitura à apresentação do Orçamento do Estado para 2024, apresentado esta terça-feira, Pedro Filipe Soares frisou que “há várias ideias chave que podemos analisar e que nos demonstram que este Orçamento fica aquém das necessidades do país mas também das possibilidades que o Governo tinha para ajudar as famílias num momento tão difícil”.
No dia em que é conhecido o excedente orçamental de 2023, de 0,8%, o valor mais elevado dos últimos 50 anos, o líder do grupo parlamentar o Bloco de Esquerda sublinhou que este valor é ilustrativo do facto de o Governo não estar “a fazer tudo o que pode para ajudar as famílias neste momento difícil, e como este Orçamento é parte da ausência de sensibilidade para este período tão difícil que as pessoas enfrentam”.
Sobre os salários, Pedro Filipe Soares afirmou que podemos verificar que “as políticas do Governo continuam a levar a uma perda do valor salarial e do poder de compra”. “Há cada vez mais mês para cada vez menos salário”, apontou.
De acordo com o dirigente bloquista, na Administração Pública, “vendo os bloqueios atuais no país, quer na Educação, quer na Saúde”, o Governo garante “políticas que mantêm conflitualidade” com profissionais e que não asseguram serviços públicos que respondam às necessidades da população.
No que respeita à Habitação, Pedro Filipe Soares enfatizou que o Governo “insiste em premiar a especulação, garantindo que há dinheiro do Orçamento do Estado para pagar a quem especulou, não baixando o preço das rendas, não baixando o preço das casas, e, por isso, não tendo uma ação que devia ter para garantir que o custo da habitação é um custo digno, na dimensão dos salários, e não um prémio à especulação”.