Para o Orçamento do Estado de 2025, o Bloco de Esquerda vai propor a abertura de 1.100 vagas na edição do próximo ano do programa da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), mas também a resolução da precariedade dos bolseiros através de um modelo de contrato de trabalho.
O objetivo das propostas é colmatar a grande precariedade do setor, sobretudo através de um contrato-programa com as universidades, institutos politécnicos e laboratórios que garanta “as condições financeiras para reforço dos quadros de docentes de investigadores”.
Para além disso, o partido propõe também a abertura de concursos para o ingresso na carreira científica de técnicos superiores doutorados, que exercem funções de investigação há vários anos nos laboratórios do Estado.
Outra das propostas do Bloco de Esquerda para a ciência propõe a abertura de mais 1.100 vagas na segunda edição do programa ‘FCT-Tenure’ como “parte da solução para a massa de precariedade na ciência”, segundo a agência Lusa.
Lutas
Bolseiros e investigadores contratados saem à rua juntos contra a precariedade
A segunda edição deste programa tem o lançamento previsto para 2025, com 400 vagas. O Bloco de Esquerda pretende que sejam aumentadas para 1.100 vagas, como aquelas que foram criadas para o primeiro programa.
O programa ‘FCT-Tenure’ é mais um mecanismo através do qual os investigadores-doutorados podem ingressar na carreira científica ou docente universitária, sendo que na primeira edição se candidataram 115 instituições nacionais, que solicitaram cofinanciamento para a contratação permanente de 2.211 investigadores.
As medidas que o Bloco de Esquerda apresenta para este Orçamento do Estado na área da ciência têm como objetivo a resolução imediata de emergências e situações de precariedade graves.