À margem de um debate sobre habitação que teve lugar na Universidade do Minho esta segunda-feira, Mariana Mortágua explicou a posição do Bloco face à medida prevista na proposta de Orçamento do Estado para 2024, que agrava o IUC dos veículos da categoria A de matrícula anterior a 2007 e motociclos.
A coordenadora bloquista considera que “a medida é incorreta” e anunciou que o seu partido votará contra esta medida “porque ela é injusta”. “Não podemos penalizar quem não tem um carro novo porque não tem dinheiro para comprar um carro novo. Parece-me muito lógico que a medida que é injusta”, vincou.
Para Mariana Mortágua, o facto de o valor do aumento ser no máximo de 25 euros por ano “não torna a medida correta”.
Esta é “uma forma fácil de angariar receita fiscal, mas que não é justa”, usando o ambiente “como desculpa para criar mais impostos que depois penalizam os mais pobres”, referiu a dirigente do Bloco.
Mariana Mortágua alertou que este é um caminho errado, porque “coloca uma parte da população contra a necessidade de transição climática”.
Segundo a coordenadora do Bloco, devemos apostar em transportes públicos, “para que as pessoas, nomeadamente do interior, que não tem nenhuma alternativa, passem a poder ter um comboio ou um autocarro que lhes permita substituir o automóvel”.
“Se queremos falar sobre alterações climáticas, vamos falar sobre os `resorts´ que estão a ser construídos em Grândola. Investimentos de milhares de milhões de euros e de grupos económicos poderosos. Acho que estaríamos a fazer um melhor serviço ao clima”, concluiu.