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Empresas com sede no offshore da Madeira constam dos “Panama papers”

A par de Luís Portela, Manuel Vilarinho e Ilídio Pinho (ler artigo Os portugueses envolvidos no escândalo “Panama papers”), figuram ainda no “Panama papers” gestores de topo do Espírito Santo, a Abreu Advogados, um ourives, donos de empreendimentos turísticos no Algarve e um empresário ligado ao futebol.

“Da lista fazem parte advogados (é possível identificar pelo menos 13 escritórios), gestores de ativos e empresários, principalmente ligados ao imobiliário e empresas de comércio e internacional”, avança o Expresso.

O jornal adianta ainda que, “no mundo das 'offshores' do Panamá há um forte envolvimento de gestores do Grupo Espírito Santo”.

“Entre os quase 90 intermediários ou assessores portugueses que já estiveram envolvidos em transações que passaram pela Mossak Fonseca estão firmas como a Abreu Advogados, mas também empresas especializadas em gestão de participações e em planeamento fiscal”, algumas das quais com sede na zona franca da Madeira, refere a notícia.

De acordo com o Expresso, entre “os envolvidos há diversos tipos de relacionamento com as 'offshores'”, ou seja, podem ser “acionistas diretos da sociedade, donos por via indireta, representantes legais ou meros pontos de contacto com os beneficiários finais”.

“Da lista fazem parte um ourives do Porto, donos de empreendimentos turísticos do Algarve (que o Expresso ainda está a investigar), um empresário ligado ao futebol, entre muitos outros”, avança o semanário, sublinhando que os “dados recolhidos” na investigação “estão longe de refletir todo o universo de sociedades offshores com portugueses envolvidos, uma vez que a informação contempla somente clientes, intermediários e representantes que trabalharam com a Mossak Fonseca”.

“Entre os mais de 11 milhões de ficheiros existem diversos intervenientes com passaporte ou cartão de cidadão português, o que inclui não só pessoas nascidas em Portugal, mas também estrangeiros imigrados no país”, sublinha.

O jornal refere que existem também 43 offshores ainda ativos que tiveram intermediários portugueses: “Essas empresas estão registadas sobretudo no Panamá e nas Ilhas Virgens britânicas. Mas há dezenas de outras 'offshores' que foram criadas e entretanto encerradas”.

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