Está aqui

Ex-ministros e políticos portugueses envolvidos no “Panama Papers”

O Expresso online e a TVI referem que um dos clientes da Mossack Fonseca, Jorge Cunha, gestor de fortunas do Banque Internationale à Luxembourg, representa “ex-ministros e/ou políticos”, que “portanto irão aparecer como PEP (Pessoas Politicamente Expostas) no processo de DD (Devida Diligência)”.

Os dois meios de comunicação social portugueses da consórcio de jornalistas que investiga o escândalo “Panama Papers” avançam que, a 20 de junho de 2013, Michael Mossack, filho de um dos fundadores da Mossack Fonseca, e Kate Jordan, gestora da empresa, reuniram com um novo cliente. Trata-se de Jorge Humberto Cunha Ferreira, de 37 anos, gestor de fortunas do Banque Internationale à Luxembourg (BIL), que está também associado a outro cliente do escritório de advocacia – a agência fiduciária EXPERTA Corporate and Trust Services.

“Normalmente, a Experta poderia arranjar empresas no PMA (Panamá) ou em HK (Hong Kong) e a conta no BIL (Banco Internacional do Luxemburgo), mas a Experta não pode mais atuar como intermediária e o Sr. Cunha está à procura de alternativas”, assinala Kate Jordan num relatório no qual é descrito o encontro com o cliente português.

O gestor de fortunas do BIL, que angaria e gere clientes de Portugal, África e América Latina desde 2012, “está no processo de adquirir uma empresa em Hong Kong e agora quer outra em Hong Kong com uma conta bancária e uma empresa no Panamá”, acrescenta Jordan.

No relatório da reunião lê-se ainda que “alguns dos clientes do nosso contacto em Portugal são ex-ministros e/ou políticos, portanto irão aparecer como PEP (Pessoas Politicamente Expostas) no processo de DD (Devida Diligência)”.

Numa terceira reunião, Jorge Cunha acaba ainda por revelar que um dos seus clientes é presidente: “Ele também queria discutir alguns negócios novos. Ele tem um cliente que é presidente de um país, portanto uma importante PEP (Pessoa Politicamente Exposta), que deseja incorporar 10 a 15 empresas panamianas com contas bancárias no Panamá”.

No espaço de um ano, entre 2013 e 2014, a Mossack Fonseca facultou 12 empresas de fachada a Jorge Cunha.

O Expresso e a TVI deverão revelar, nas próximas horas, mais pormenores sobre o envolvimento de ex-ministros e/ou políticos portugueses no escândalo “Panama papers”.

Termos relacionados Panama Papers, Sociedade
(...)