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Cordão humano juntou utentes e profissionais em defesa do Hospital dos Covões

Ceerca de duas mil pessoas participaram no cordão humano em defesa do Hospital dos Covões e contra a decisão de transformar a urgência deste hospital de Coimbra em Serviço de Urgência Básico.
Foto de José João Lucas

A concentração desta terça-feira teve início pelas 10h30 e continuou durante toda a manhã com a presença de médicos, enfermeiros e outros profissionais do hospital, trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) autarcas, sindicalistas e também de dirigentes políticos.

Ao longo de cerca de 300 metros dos dois lados da estrada à frente do Hospital, desde os estacionamentos, a nascente, até à Escola Superior de Tecnologias da Saúde, os cerca de dois mil manifestantes entoaram palavras de ordem e envergaram cartazes em defesa do Hospital.

Num dos cartazes citado pela Lusa lê-se “fui ressuscitado pelo Hospital dos Covões. Obrigado!". Quem o empunhava era Carlos Ventura, utente com problemas respiratórios e residente nas proximidades do Hospital. Com ele estava também Fernando Santos, doente de risco acompanhado na área da cardiologia neste hospital, concordando ambos que se deve evitar a todo o custo o encerramento desta instituição.

Já o antigo Presidente do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), Rui Pato, também presente na manifestação, afirmou-se “contente por ver que as pessoas aderiram. É a primeira vez que vejo a cidade interessada nesta questão".

O pneumologista recordou também os tempos em que chegou a acompanhar José Afonso à viola, participando em espetáculos e na gravação dos primeiros discos do cantor em meados do século passado. Rui Pato refere que trabalhou neste hospital durante 40 anos e que por isso não poderia ficar de parte numa luta tão importante para a cidade e para a própria Região Centro.

Os organizadores do protesto consideram que a decisão da administração do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) de passar a urgência deste hospital para o nível de urgência básico fará com que este hospital encerre a resposta nas áreas de cardiologia, pneumologia e medicina interna, levando ao mesmo tempo um aumento “em cerca de 25% do número de macas" no principal polo do CHC.

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