Greve Geral 2025

Plenário da manhã de terça-feira juntou quase um milhar de trabalhadores. Líderes da CGTP e UGT estiveram presentes e assistiram à aprovação unânime da moção de apoio à greve geral de 11 de dezembro.

Mais de quatro dezenas de sindicatos e comissões de trabalhadores afirmam não aceitar retrocessos que empurrem os trabalhadores para maior vulnerabilidade e insegurança.

Num manifesto conjunto, as estruturas sindicais e comissões de trabalhadores das empresas apelam à adesão à greve e dizem que a EDP “tomou a dianteira” do ataque Governo ao denunciar o ACT.

Associação apela a todos os trabalhadores imigrantes para aderirem à greve geral de 11 de dezembro “pelo trabalho digno e pelo combate a todo o tipo de violências e escravatura”.

O coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social explicou ao Esquerda.net as razões para a adesão à greve geral de quem trabalha nas Misericórdias, IPSS e Bombeiros Humanitários.

O Sindicato de Maquinistas diz que este “é um momento de unidade absoluta” em que cada trabalhador “tem nas suas mãos a capacidade de travar um retrocesso laboral que ameaça o futuro de todos os trabalhadores do setor”.

Num universo laboral já sustentado por contratos precários e salários de miséria, é impossível tolerar o ataque anunciado pelo Governo PSD/CDS aos direitos de quem trabalha, diz o Sindicato dos Jornalistas.

O maior sindicato dos bancários, afeto à UGT, diz que o pacote laboral “abre a porta a mais desemprego, fácil e barato” dos trabalhadores da banca. O SINTAF, afeto à CGTP, também está a mobilizar para a greve geral, bem como o STEC que representa trabalhadores das empresas do grupo CGD.

Há 13 alterações à lei que só trarão azares a quem trabalha. Todas justificam a tua adesão à greve geral de 11 de dezembro. 

O regresso do banco de horas individual é uma das propostas do pacote laboral. Quando foi revogado em 2018, a atual ministra defendia que ele era usado para “vários abusos por parte dos empregadores”.

Mariana Mortágua reuniu com as duas centrais sindicais e confirmou que o Governo não pretende negociar nenhum dos pontos do pacote laboral que vêm “terraplanar os direitos que foram sendo construídos ao longo dos últimos anos”.

Para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, o dia 11 de dezembro também será de luta contra a proposta de ACT do Ministério da Saúde, que acusam de pretender “poupar dinheiro à custa dos enfermeiros”.

Os organizadores da conferência que juntou em setembro dirigentes de sindicatos da CGTP, UGT e independentes dizem que a decisão das centrais é “um marco histórico na ação sindical em Portugal”.

Manifestação da CGTP juntou muitos milhares de pessoas em Lisboa contra o pacote laboral. A luta vai continuar com uma greve geral convocada pelas duas centrais sindicais.