Grécia

Dois anos depois do acidente que provocou 57 mortos e muitas críticas à atuação do Governo, centenas de milhares de pessoas aderiram à greve e às manifestações em várias cidades.

A capital grega deixou de conceder novas licenças para alojamento local nos bairros mais pressionados pela crise na habitação. Medida estará em vigor até ao fim do ano.

Redistribuição forte do rendimento a favor do capital, leis do trabalho mais duras e distribuição clientelar de fundos europeus é a receita do governo de direita.

Antonis Ntavanellos

A maior confederação sindical do país convocou uma paralisação contra os baixos salários, o fim da contratação coletiva e as leis anti-laborais do governo conservador.

Em carta à Federação Grega de Futebol escrevem que a paralisação continuará “até que as condições sejam apropriadas para a nossa segurança”. Todos os jogos previstos para a Super Liga nesta jornadaforam adiados.

Migrantes e requerentes de asilo contam como sofreram revistas corporais e genitais efetuadas por presumíveis guardas fronteiriços da União Europeia na Grécia. Uma investigação do El Salto por Helena Rodríguez, Benjamin Hindrichs e Sandra Abdelbaki.

Stefanos Kasselakis, empresário até há pouco radicado nos EUA, ex-funcionário da Goldman Sachs, sem ligação prévia ao Syriza e do qual se desconhecem as ideias, ganhou as eleições internas. Antonis Ntavanellos explica como conseguiu impor a sua liderança num partido que ainda se definia como componente da “esquerda radical”.

O governo conservador diz que se trata de “flexibilizar” e combater as horas de trabalho não declaradas. Os trabalhadores respondem que não querem “ser escravos modernos”, que o pacote legislativos desrespeita direitos fundamentais e abre a porta para muitos mais abusos.

Com os concessionários de praias a invadir quase todo o espaço disponível em muitos areais com cadeiras e guarda-sóis para alugar, os cidadãos começaram a organizar-se, manifestaram-se e colocaram o tema na ordem do dia. Agora, o governo promete mais fiscalização.

Após as derrotas eleitorais nas eleições legislativas de maio e junho, o antigo primeiro-ministro da Grécia diz que o partido tem de “mudar drasticamente”, se quiser "recuperar o governo com credibilidade”.

O partido de direita do primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis repetiu a vitória de maio e beneficia do bónus eleitoral para conseguir maioria absoluta. Parlamento vai contar com três partidos da extrema-direita, somando 34 deputados.

Centenas de pessoas continuam desaparecidas no naufrágio da madrugada de dia 14. Autoridades receberam pedido de socorro na manhã de dia 13. Milhares manifestaram-se em Atenas e Salónica.

No período que se segue, o inimigo mais perigoso para Mitsotakis será a ação “de baixo e à esquerda”. O confronto com este adversário determinará a resistência e, em última análise, a viabilidade do governo que sair das urnas a 25 de junho. Por Antonis Ntavanellos.

Desde que chegou ao poder, o primeiro-ministro de direita tem multiplicado os ataques contra os trabalhadores. Mas os últimos quatro anos na Grécia também foram de resistência popular. Por Andreas Sartzekis.

A Nova Democracia acabou com uma vantagem clara de cerca 20% sobre o Syriza. Só que como não chegou à maioria absoluta e não há coligações expectáveis, o país deverá voltar às urnas em cerca de um mês.

Pela primeira vez em mais de 40 anos, as legislativas gregas não terão o "bónus" de 50 deputados para o partido mais votado. Se não houver maioria para governar, há nova eleição daqui a mês e meio.

O Supremo Tribunal da Grécia tomou a decisão na sequência de uma lei que impede partidos liderados por políticos condenados por crimes graves e que ponham em causa a democracia de irem a votos. Kasidiaris, o líder deste partido, está preso por assassinato e associação criminosa mas continua a publicar mensagens no Youtube.