Esquerda com Memória

Fundada em dezembro de 1973, a Liga Comunista Internacionalista fez parte de um movimento mais vasto de transformação da esquerda e trouxe novas energias, acrescentou reflexão estratégica e foi uma das porta-vozes, se não a principal, da vaga do Maio de 68 e da sua rejeição do estalinismo e do campismo. Por Francisco Louçã.

Em dezembro de 1963, Francisco Martins Rodrigues publica o texto em que expõe as divergências com a linha de Alvaro Cunhal, já assumidas meses antes na reunião do Comité Central. A sua expulsão e a criação da FAP e do CM-LP consumaram a primeira cisão à esquerda no partido. Artigo de Alberto Matos.

Dirigida por destacados antifascistas, focou-se no regionalismo, mantendo relacionamento institucional com autoridades do regime mas evitando reproduzir propaganda salazarista. E se em relação ao colonialismo mostrou alinhamento com este, as notas sobre a morte de Carmona e Salazar evidenciaram distanciamento. Por Luís Carvalho.

Que haja portugueses a apoiar o discurso nacionalista castelhanista/espanholista é algo de muito estranho. Esta direita portuguesa estaria certamente a apoiar Miguel de Vasconcelos…

Álvaro Arranja

A 21 de dezembro de 1946, Cambedo da Raia foi cercada e bombardeada pela PIDE, GNR, Exército e a Guarda Civil espanhola, por ter acolhido refugiados e guerrilheiros espanhóis. Peticionários pedem reconhecimento público de homenagem à comunidade cambedense.

Neste dia 31 de outubro de 2023, passam quarenta e oito anos desde que as forças marroquinas penetraram no então Sahara espanhol, dando origem a um dos mais longos conflitos em África. Pelo embaixador Sidi M. Omar, representante da Frente Polisário nas Nações Unidas.

Há 50 anos, em 28 de setembro de 1973, realizou-se o último dos atos eleitorais organizado pela ditadura, tal como os anteriores marcado pela ausência das liberdades essenciais a umas eleições democráticas. Por Álvaro Arranja.

Maria Veleda foi uma das mais aguerridas republicanas que defendeu que o lugar das feministas não era nos partidos burgueses mas nos que defendiam a causa operária. Por Luís Carvalho.

O Abril é Agora organiza uma Conferência sobre a questão da terra, nas suas várias vertentes, com intervenções de pessoas portuguesas e do Estado Espanhol. A iniciativa decorrerá no dia 14 de outubro, no Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora.

Apesar de manter a forma republicana de governo, a ditadura de Salazar e Caetano reprimiu durante décadas as manifestações da oposição de comemoração do 5 de Outubro. Por Álvaro Arranja.

A efeméride é recordada com o magnífico registo de A Batalha do Chile, um documentário de autêntico cinema verité, com nada menos que 264 minutos, dividido em três partes, agora digitalizado e restaurado em 2K. Por Paulo Portugal.

Em 15 de setembro de 1935, o Reichstag aprovou duas leis que viriam a ser os pilares normativos da perseguição e extermínio dos judeus – e também de ciganos e negros – na Alemanha de Hitler. Por José Manuel Pureza.

“Toda a história tem o seu começo e também a do MFA o teve”. É essa história que Luís Alves de Fraga, Coronel da Força Aérea reformado, evoca neste artigo, nomeadamente a reunião de 9 de setembro de 1973, há exatamente 50 anos, em Alcáçovas, Alentejo.

Nasceu no ano da morte de Karl Marx (1883), no dia 3 de Setembro. E veio a ser uma figura maior na resistência à ditadura de Salazar. Por Luís Carvalho.

Em dia de aniversário da sua morte, recordamos o fundador da Associação Fraternidade Operária e do antigo Partido Socialista Português, um dos poucos portugueses que se correspondeu com Marx e Engels.

A 23 de agosto assinala-se o Dia Internacional em Memória do Tráfico de Escravos e da sua Abolição, promovido pela Unesco, que evoca a revolução dos escravos de São Domingos. Nesta data, o Esquerda.net republica o artigo de Mariana Carneiro sobre o nascimento da primeira República Negra da História da humanidade.

Ao longo das últimas cinco décadas, os usos públicos do passado, nomeadamente a forma de evocar a ditadura do Estado Novo, o colonialismo e a própria Revolução de 1974-1975, foram um permanente campo de disputa. Artigo de Francisco Bairrão Ruivo, publicado no Abril é Agora.

Livio Maitan pertenceu a um mundo perdido de revolucionários profissionais cujas lutas e sacrifícios deixaram uma marca profunda na história do século XX. O historiador Enzo Traverso presta homenagem a um dos ativistas-intelectuais mais criativos da esquerda italiana. Por Enzo Traverso.

O clássico “Marxismo e Filosofia” foi publicado há cem anos. O seu autor, ativo nas lutas políticas e sociais da época, propôs romper dogmas e resgatar uma teoria-ação que fosse crítica desapiedada do capitalismo, mas também ousasse formular um projeto emancipador. Por Gabriel Teles.

Principal corrente do movimento operário português por mais de três décadas, o anarquismo procurou formar sujeitos transformadores da sociedade. No seu livro, Diogo Duarte explora a visão libertária do mundo e como, há cem anos, os anarquistas se propunham governar a vida (a começar pela deles). Por Jorge Costa.

Jorge Costa